Kassab nega 'salto alto' e minimiza críticas de ministros
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SÃO PAULO - O prefeito e candidato à reeleição em São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou nesta sexta-feira que espera um segundo turno 'muito difícil' contra Marta Suplicy (PT) e avaliou que as críticas feitas a ele por ministros não vão influenciar os votos dos paulistanos.
- O importante é que qualquer um que se envolva na campanha discuta propostas para a cidade de São Paulo. O importante não é quem está ao lado dela é quem está ao meu lado - disse ele a jornalistas após vistoria em obras da prefeitura no bairro pobre do Grajaú, zona sul da cidade.
Na quinta-feira, em ato de apoio a Marta, ministros associaram Kassab à elite e ao conservadorismo. O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, declarou que o prefeito é um 'síndico conservador'.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o candidato, aliado do governador paulista, José Serra, subiu no 'salto alto' por conta da mais recente pesquisa de intenção de voto do Datafolha que o coloca 17 pontos à frente da petista. Kassab negou a acusação. - É uma eleição muito difícil, o eleitor precisa ser muito respeitado - disse o prefeito, repetindo a necessidade de comparar propostas e alianças políticas para que a população 'faça uma análise do processo como um todo'.
- A população vota com isso na cabeça, com as realizações, não com outras coisas - completou ele, que recebeu apoio no segundo turno do PSDB de Serra, do PTB e do PPS.
