'Solitária', Ohata lamenta falta de brasileiras em Pequim
Portal Terra
SÃO PAULO - Com o número máximo de atletas (seis) nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos, o triatlo brasileiro terá de se contentar com apenas um representante feminino e um masculino na Olimpíada de Pequim, em agosto.
Mariana Ohata, a "solitária" mulher brasileira na competição, comentou a falta de atletas com nível internacional.
- Deu uma reduzida bem significativa para esses Jogos. Mas acontece que cada uma fez uma opção. A Sandra Soldan seguiu para o lado da medicina (participando do controle de dopagem da CBDA) e a Carla (Moreno) resolveu disputar provas mais longas. Restou eu na tentativa do triatlo na Olimpíada - disse.
- Estou me preparando desde 2005 para chegar em Pequim. Optei por seguir em busca da Olimpíada e consegui - completou a triatleta.
Com dois Jogos Olímpicos no currículo, a brasiliense lamentou a ausência de novas promessas brasileiras no esporte.
- Por experiência própria sei que para chegar em uma Olimpíada tem que estar fora do Brasil competindo. Infelizmente, isso não vem acontecendo com as outras triatletas - afirmou.
- A Confederação tem que entender que não basta apenas os jovens participarem do Circuito Brasileiro e não irem para fora. Por esse motivo não acontece uma renovação boa. Antes tinha a Carla e a Sandra. Agora sou só eu. Mas pode ter certeza que vou ficar mais um tempinho aí.
Mais experiente, Ohata crê que possa surpreender em Pequim.
- Esta é a minha terceira Olimpíada, o que vai fazer diferença é o fato de eu estar mais madura. Tenho feito um trabalho bom, já competiria amanhã, se fosse o caso. É claro que também vou precisar contar com a sorte também.
