Governo precisa de apoio da base aliada

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Para conquistar os 49 votos necessários e aprovar a prorrogação, até 2011, da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, o governo federal precisa não somente do apoio do PSDB, mas da própria base aliada.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), tem afirmado que o momento é de aprofundar as negociações para conquistar os votos necessários à aprovação da matéria.

O PMDB, maior bancada no Senado, com 20 parlamentares, tem três votos anunciados publicamente contra a prorrogação da CPMF: Pedro Simon (RS), Mão Santa (PI) e Jarbas Vasconcelos (PE).

No PTB, que soma seis votos, Romeu Tuma (SP) e Mozarildo Cavalcanti (RR), descartam qualquer possibilidade de mudar seus votos contrários à proposta de emenda constitucional (PEC). O petebista Sérgio Zambiasi (RS) condiciona seu voto ao atendimento, pela equipe econômica, de reivindicações da bancada gaúcha.

O Executivo também enfrenta problemas em outras legendas e parlamentares de sua base. O PDT, que tem cinco senadores, quer aprofundar as negociações. O pedetista Osmar Dias (PR) colocou à disposição do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o cargo da presidência da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no estado, indicação da bancada paranaense. Em discurso no plenário, Osmar Dias afirmou que não aceitará "voto de cabresto", seja por parte do governo ou de seu partido. "Votarei de acordo com a minha consciência", acrescenta.

No PR, outro partido da base aliada, dois votos são considerados indecisos: os de Expedito Júnior (RO) e de César Borges (BA). O senador baiano considera "insuficiente" a proposta do governo de redução de 0,02% na alíquota da CPMF nos próximos quatro anos. "Pelo menos, poderiam estabelecer uma redução que chegasse aos 0,20%, percentual da CPMF repassado à saúde, para que não tivesse a desculpa de que o fim do imposto prejudicaria o setor".

Já a oposição do DEM fechou questão com os 14 senadores para votar contra a matéria. Por esta conta, sem levar em consideração a tendência do petebista Zambiasi, o governo teria hoje 48 votos a favor da CPMF, um a menos que o necessário.

As informações são da Agência Brasil.