Tóquio fecha em alta apesar da crise nos EUA

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A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta terça-feira, beneficiada pela alta nos preços das commodities no mercado internacional, que impulsionou o desempenho das companhias siderúrgicas e petrolíferas. No entanto, os ganhos foram minimizados pelo mau desempenho observado ontem em Wall Street e as preocupações com a crise imobiliária nos Estados Unidos.

Em dia de volatilidade, o índice Nikkei 225 subiu 0,26%, para 16.844,61 pontos. Já o indicador Topix, que reúne todos os valores da primeira sessão, avançou 0,29%, para 1.637,46 pontos.

O Banco do Japão (BoJ, central) retirou hoje do mercado os US$ 13,5 bilhões que havia posto em circulação na última sexta-feira para elevar a liquidez, como parte da iniciativa para minimizar o nervosismo nas bolsas mundiais.

A decisão do governo norte-americano, que negou ontem a Fannie Mae e a Freddie Mac, duas importantes companhias de financiamento habitacional, um pedido para que elas aumentassem o teto de operações de crédito imobiliário, afetou o desempenho do setor financeiro em Tóquio.

Os investidores japoneses mantiveram a cautela durante o pregão, ainda temerosos sobre a crise nos Estados Unidos, e optaram por não correr riscos ao comprar ações consolidadas de empresas que apresentaram sólidos resultados no trimestre.

Destaque na sessão para os papéis das siderúrgicas e petrolíferas, impulsionados pela alta nos preços do petróleo, cobre e de outras commodities. Entre as siderúrgicas, os títulos da Sumitomo Metal Mining avançaram 5,25% e os da Japan Steel Work subiram 2,38%. Já entre as companhias petrolíferas, as ações da Nippon Mining Holdings cresceram 5,23% e os da Nippon Oil aumentaram 6,96%.

As fabricantes de navios também foram beneficiadas. Os papéis da Kawasaki Kisen Kaisha registraram alta de 4,31% e os da Mitsui OSK Lines apresentaram ganho de 4,62%.

Em terreno negativo, o setor financeiro foi o mais prejudicado da sessão. Os títulos da Mitsubishi UFJ Nicos despencaram 5,68% e os da Credit Saison recuaram 4,40%. Já as ações do Mizuho Financial Group perderam 0,43% e as da Mitsubishi UFJ Financial recuaram 1,72%.

Os títulos da Nippon Paper diminuíram 4,21% depois que o Nikko Citigroup reduziu o preço de suas ações. A medida foi justificada pelo aumento do custo de matérias-primas utilizadas pela companhia na fabricação de papel.