Temores sobre crédito nos EUA afetam Ásia
O nervosismo começou ontem após o BNP Paribas, maior grupo francês, anunciar o congelamento de três fundos porque não é mais possível calcular o valor "justo" de seus ativos. A notícia afetou o humor dos investidores, ao trazer de volta os temores de que os problemas com o subprime (crédito de alto risco) contamine outros segmentos da economia.
Para evitar quedas generalizadas nas bolsas da região, as autoridades monetárias injetaram mais dinheiro no mercado que o habitual, acompanhando o aumento de liquidez fornecido pelo Federal Reserve, dos Estados Unidos, e pelo Banco Central Europeu (BCE).
Hoje, o Banco do Japão (BoJ, central) injetou 1 trilhão de ienes (US$ 8,5 bilhões) no mercado. Assim como a autoridade financeira japonesa, os bancos centrais dos EUA e Europa também realizaram nas últimas horas sua primeira ação coordenada para fornecer liquidez ao mercado. O Banco Central Europeu (BCE) injetou um montante recorde de ? 94,8 bilhões (US$ 130,2 bilhões) ao fluxo monetário da zona euro.
Há instantes, o índice Nikkei 225 da Bolsa de Valores de Tóquio recuava 2,25%, aos 16.784,40 pontos, afetado também pela valorização da moeda japonesa frente ao dólar e ao euro. Já em Xangai, o índice Xangai Composto registrava baixa de 1,61%, aos 4.677,48 pontos.
Entre outras bolsas asiáticas, o indicador Kospi de Seul operava em queda de 3,80%, aos 1.836,05 pontos. O índice BSE 30 da Bolsa de Mumbai recuava 2,44%, aos 14.731,50 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng perdia 2,72%, aos 21.827,89 pontos.
