Globovisión nega estimular assassinato de Chávez

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O canal de notícias Globovisión afirmou nesta terça-feira que jamais estimulou o assassinato do presidente venezuelano, Hugo Chávez, como acusa o governo.

"Apenas transmitimos 'imagens históricas' do canal RCTV, que saiu do ar, com a habitual música de salsa do nosso programa", disse um responsável da Globovisión.

Segundo o governo venezuelano, a Globovisión estimulou o assassinato de Hugo Chávez ao transmitir imagens do atentado contra João Paulo II com a música do panamenho Rubén Blades, "Esto no termina aquí", ao fundo.

Leopoldo Castillo, jornalista da Globovisión, explicou que durante a entrevista com o diretor geral da RCTV, Marcel Granier, "emitimos imagens históricas do canal, como o homem chegando à lua, e tudo mais que foi notícia". O jornalista garantiu que a música de fundo foi a salsa por que é o tema do seu programa, Alô, Cidadão.

"Lamento muito que tenham entendido como um estímulo ao assassinato, mas jamais pronunciei a palavra 'magnicídio' no programa. Jamais incitei à violência", destacou Castillo.

O diretor geral do Globovisión, Alberto Ravell, disse logo em seguida que não tem medo das ameaças do presidente Hugo Chávez, que pretende fechar o canal de TV a cabo.

"Não temos medo. Estamos aqui. Não sabemos se vai ser uma medida temporária ou definitiva, mas estaremos esperando", disse Ravell sobre o possível fechamento da Globovisión, um canal de notícias 24 horas.

Chávez acusou o Globovisión de estar entre os veículos que "distorcem os fatos" no caso do fim da concessão da RCTV. Ravell garantiu que o Globovisión não mudará sua linha editorial e advertiu: "estamos dispostos a morrer com as botas calçadas".

As informações são da AFP.