Gautama enviou R$ 14,8 milhões ao exterior

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A construtora Gautama, investigada na Operação Navalha, enviou R$ 14,8 milhões para uma conta aberta em nome da empresa nas Bahamas, segundo os registros do Banco Central que integram os arquivos da CPI do Banestado, informou ontem o jornal Folha de S. Paulo.

O dinheiro foi enviado em três remessas entre setembro e novembro de 1998. A empreiteira apontou como endereço uma caixa postal em Nassau, capital das Bahamas. Os recursos saíram de uma conta na agência do BankBoston de São Paulo.

Na época das remessas, a Gautama tinha como sócio Latif Mikhaiel Abud, que rompeu com Zuleido Veras em 2003. Por meio de seu advogado, José Luis Oliveira Lima, Abud afirmou à Folha de S. Paulo que as remessas "seguiram as ordens administrativas impostas pelo Banco Central e foram absolutamente legais".

As operações, em si, não são ilegais, desde que a empresa tenha declarado a conta à Receita Federal, assim como o saldo no último dia de 1998.

O Tribunal de Contas da União investigava denúncia sobre possível superfaturamento no preço das obras de conclusão do prédio do Tribunal de Justiça do Amazonas, avaliadas em R$ 20 milhões, verba oriunda do Ministério da Justiça.