Bolívia não irá impor barreiras a produção de etanol

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O governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou ontem que não criará barreiras à produção de etanol no país. "Não temos o por que de limitar ou impor sanções à produção de etanol", afirmou o vice-ministro de Hidrocarbonetos, William Donaire, em declaração ao jornal La Razón.

Em um fórum realizado esta semana em La Paz, os empresários bolivianos do setor sucroalcooleiro apresentaram suas projeções para gerar e exportar biocombustíveis, e enfatizaram sua crescente demanda nos mercados europeus, japonês e dos Estados Unidos.

"A iniciativa privada defende a ampliação da fronteira agrícola, principalmente em relação à cana-de-açúcar. O etanol pode ser um grande negócio para quem possui grande quantidade de terras em Santa Cruz", apontou o vice-ministro Donaire.

Os produtores da região oriental boliviana, uma das mais ricas do país, exportaram 60 milhões de litros de etanol para a Europa em 2006. Já neste ano, a previsão é de que 100 milhões de litros do combustível sejam exportados. Além disso, fontes ligadas ao setor asseguram que a produção de etanol na Bolívia poderá gerar quase 150 mil empregos até 2010.

Os principais aliados de Morales, o venezuelano Hugo Chávez e o cubano Fidel Castro, já se posicionaram contra os biocombustíveis, principalmente após a aliança feita entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu colega norte-americano, George W. Bush, para produzir este tipo de combustível no continente.

Os Estados Unidos e o Brasil detêm 70% da produção mundial de etanol, cuja principal matéria-prima é a cana-de-açúcar e o milho.