Canoagem une integração e tecnologia para conquistar o ouro no Pan
Agência JB
RIO - Aos 13 anos, a paulista Daniela Alvarez já tinha praticado natação, judô e basquete. Recebeu um formulário do Instituto Ayrton Senna na escola em que estudava, preencheu e acabou sendo chamada para integrar o projeto que tem como objetivo a formação de jovens através do esporte. A modalidade escolhida não foi nenhuma das que já havia praticado, optou pela canoagem. Onze anos depois, a atleta integra a seleção brasileira e tentará conquistar o ouro inédito no Pan do Rio.
Daniela hoje mora no Centro de Treinamento de canoagem, em Caxias do Sul, e está confiante na conquista da primeira medalha feminina em Pan-Americanos.
Queremos quebrar esse tabu. Estamos preparadas para a guerra diz Daniela, que treina seis horas por dia.
A motivação das atletas aumentou no ano passado. No Pan de canoagem, no México, o Brasil ficou em terceiro lugar geral. A delegação conquistou a marca histórica de 18 medalhas, sendo seis de ouro, seis de prata e seis de bronze.
Depois de treinos na raia do Pan, as atletas foram submetidas, ontem, a uma bateria de testes físicos, seguindo altos padrões de tecnologia, visando ao aprimoramento técnico na fase final da preparação. A ação, inédita na modalidade, analisa as condições de cada canoísta.
A seleção, formada por Ariela Pinto, Bruna Gama, Daniela Alvarez e Naiane Fragoso, foi avaliada com o auxilio de um software desenvolvido exclusivamente para esse estudo. O objetivo é equilibrar a força dos atletas na execução dos movimentos. Para isso, foram colocados dispositivos eletrônicos nos barcos e remos. Os resultados foram repassados para computadores. As avaliações servem para diagnosticar as principais necessidades de treinamento e aprimorar o desempenho das atletas, usando conceitos e tecnologia pouco utilizados no esporte brasileiro.
