Sindicato nos EUA é contra a venda da Chrysler
O UAW se opõe a qualquer grupo investidor que queira comprar a Chrysler para uma revenda imediata. No entanto, o líder sindical reconheceu que será difícil evitar o processo.
Em Detroit, nos Estados Unidos, Gettelfinger - que faz parte do conselho supervisor de 20 membros da DaimlerChrysler, o que na Alemanha equivale ao conselho diretor - declarou, em comunicado, que é possível tornar a Chrysler mais competitiva no mercado de automóvel, através de investimentos e dedicação total por parte dos membros do sindicato.
No dia 18 de abril, o Chrysler Group - que controla as marcas Chrysler, Dodge e Jeep - comprometeu-se a investir US$ 1,8 bilhão na construção de novas fábricas e ampliação das existentes em Michigan.
Segundo o diretor-executivo da empresa, Tom LaSorda, os planos da Chrysler incluem também uma fábrica de motores de US$ 730 milhões em Trenton e uma fábrica de eixos de US$ 700 milhões em Marysville.
Os investimentos na companhia ocorrem para torná-la ainda mais competitiva. LaSorda ressaltou que não pode esperar pela decisão da DaimlerChrysler sobre o futuro da subsidiária e que, por isso, optou por investir.
A DaimlerChrysler está recebendo ofertas de vários grupos interessados na aquisição da sua subsidiária. Em fevereiro, a empresa anunciou que estava disposta a considerar todas as opções, depois que a Chrysler registrou prejuízo de US$ 1,5 bilhão em 2006.
Já no último dia 12, a DaimlerChrysler se reuniu em Nova York com a Magna International, o Blackstone Group e pelo menos outros dois candidatos à aquisição da Chrysler, conforme informou uma fonte próxima das negociações.
No entanto, nenhum acordo de compra foi divulgado até o momento.
No Brasil, a DaimlerChrysler atua há 50 anos, fabricando caminhões, chassis para ônibus e automóveis. A empresa possui três unidades: Juiz de Fora/MG (automóveis), São Bernardo do Campo/SP (caminhões, chassis e plataformas para ônibus e motores ) e Campinas/SP (peças e serviços).
