Hóquei brasileiro em pé de guerra

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Frederico Zarore, Agência JB

RIO - A situação do hóquei brasileiro é alarmante. A menos de cinco meses dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro os atletas permanecem em greve, que já dura mais de 30 dias. O episódio envolve o técnico Cláudio Rocha e seu pai, o presidente da confederação, Sidney Rocha.

Insatisfeitas, 10 das 16 atletas se afastaram da seleção. Eleita a melhor atleta do hóquei em 2006 pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Laís Bernardino, de 17 anos, não esconde a insatisfação com o técnico.

- O Cláudio é grosseiro, sempre usa palavras de baixo calão. Mas nos Jogos Sul-Americanos (em novembro, em Buenos Aires), aconteceram absurdos, como nos proibir de conversar com outras pessoas, principalmente o time masculino, dizendo que eles tinham interesses sexuais revela.

As insatisfações não estão relacionadas apenas ao comportamento, mas também a questões táticas e conduta nos treinamentos, além de acúmulos de cargos. Cláudio tinha três funções: técnico, diretor-técnico e jogador.

- Voltamos de férias e os treinos não variavam nunca. Concluímos que ele não entende de tática. E o próprio Cláudio concordou comenta Laís.

Por outro lado, o atual diretor-técnico da Confederação Brasileira, Alexandre Caldas, pretende organizar os trabalhos e garante que a greve está chegando ao fim e que a entidade está encontrando um jeito de se reconciliar com os atletas.

- Os chefes das delegações conversaram individualmente com quem está parado e há um trabalho em busca da reconciliação. Eu entendo os motivos de quem parou de treinar, mas estamos tentando convencê-los a embarcar em um novo projeto. O hóquei brasileiro precisa mais das pessoas do que elas do esporte comenta.

Se tudo correr bem, em maio, de acordo com o andamento das obras no local, as seleções passam a treinar no Complexo Esportivo de Deodoro, onde serão jogadas as partidas de hóquei sobre grama no Pan-americano.