Salgueiro empolga Avenida com enredo sobre realeza africana
Agência JB
Rio - Terceira escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, o Salgueiro trouxe o enredo "Candances" e falou sobre a dinastia de rainhas da África Oriental que comandaram, desde a Antigüidade, um dos mais prósperos impérios do continente. A agremiação empolgou a avenida ao mostrar uma África repleta de riquezas e exuberante. Foi a segunda escola a falar do continente africano para tentar conquistar o título de campeã. Última a desfilar, a Beija-Flor também trará a África para a Avenida.
Com 3.400 componentes, a escola abusou dos tons vermelhos e amarelos. Falou da imortalidade, de Nefertiti e levou a realeza africana para a Avenida. Chamou a atenção com carros bem acabados, como no abre-alas, que mostrou feiticeiras, orixás e um enorme baobá.
Renato Lage e Márcia Lávia, conhecidos como o casal high-tech foram econômicos nos efeitos especiais. Limitaram-se a soltar fumaça do grande carro abre-alas. Mas nem por isso o desfile deixou de ser impressionante.
A fantasia da ala das baianas chamou a atenção com esculturas de crianças nas costas de cada componente. Representaram as mães feiticeiras africanas, que sabem todos os segredos da vida.
É um carnaval mais rococó, com acabamento detalhado e sem efeitos especiais. Queremos resgatar o quinhão do Salgueiro no mundo do samba , disse o carnavalesco Renato Lage.
