Sambódromo assiste à volta dos políticos
Agência JB
RIO - Fazia tempo que o Sambódromo não assistia a um desfile com tantos políticos. Mas Sérgio Cabral, filho de sambista, e a volta de Cesar Maia - que há pelo menos dois anos não ia à Sapucaí por causa de problemas na coluna - deram fim à ausência. Ambos exibiram muita empolgação no primeiro dia do Grupo Especial.
Ao chegar à Avenida, o governador declarou:
- Torço por todas as escolas, pelo carnaval do Rio.
Mas o discurso político durou pouco.
- Não vou ser hipócrita de dizer que não torço pela Mangueira. Sou mangueirense de coração - confessou Cabral. - Freqüento este Sambódromo desde os oito anos de idade.
Durante o desfile da verde-e-rosa, parecia mais um diretor de harmonia: era ovacionado pelos componentes, cumprimentava os diretores de alas e chamava a atenção dos integrantes quando um buraco se abria na escola. Na passagem da bateria, chamou a madrinha Preta Gil para dar um beijo no pai, o ministro Gilberto Gil, que o acompanhava.
Também foram aos desfiles o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o governador da Bahia, Jaques Wagner, além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luiz Alberto Moreno. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio Mello, passou pelo camarote. Empresários alemães da Thyssen Krupp, responsável pela construção da siderúrgica de Itaguaí, também cercavam o governador do Rio.
O prefeito Cesar Maia, que tinha estado no desfile do Grupo de Acesso na noite anterior, chegou a ensaiar alguns passos de samba na Marquês de Sapucaí:
- Sou desengonçado. O carnaval está no meu coração. Vou assistir a todos os desfiles. Quis vir mesmo com uma vértebra da coluna quebrada. É amor mesmo.
