Espetáculo, protesto e a celebração da nudez

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Agência JB

RIO - A repercussão do carnaval 2007 do Rio, no exterior, gira em torno de três temas: business, nudez e violência. Para o tradicional The Washington Post, o desfile das escolas é o "centro do carnaval brasileiro, onde samba é um negócio muito sério" e o desfile na Marquês de Sapucaí "é mais que uma competição de dança, é puro espetáculo, com 4.500 dançarinos por escola em apresentações de US$ 1 milhão". O jornal conclui que a festa é uma "distração para os confrontos entre traficantes e policiais que deixaram 15 mortos nos últimos dias".

O mesmo tema orienta o americano Monsters & Critics. Um dos mais críticos e especializado em temas de segurança, o site destaca o desfile do Simpatia É Quase Amor, em Ipanema, transformado num protesto de 25 mil pessoas "regado a confete, samba e fantasias", um grito contra a violência "amplificado pela morte brutal de uma criança de seis anos nas mãos de ladrões de carros".

Já o Taipei Times, de Formosa, estranha a irritação brasileira com a informação que o Rio seria o paraíso do turismo sexual para marines em férias do Iraque, enquanto corpos seminus desfilam no Sambódromo. Mas explica: "O show não é sobre sexo, mas uma celebração ao corpo mais próxima do espírito olímpico do que de um strip tease num bar". O jornal de Taiwan conclui que o comportamento aberto do brasileiro quanto ao corpo e ao sexo "ajuda o país a conter a disseminação da Aids".