Domingo para folião nenhum botar defeito

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Ricardo Albuquerque , Agência JB

Rio - Como se dizia no tempo em que o pierrô era fiel à colombina, hoje é dia de bagunçar o coreto, sacudir a pança, virar o penico. E o que não falta é opção para tirar a fantasia do armário e movimentar o esqueleto. Nas ruas da cidade - da zona Norte à Sul - 30 agremiações prometem fazer da alegria o principal motivo para arrastar uma multidão de foliões. Estimativa da Riotur indica que mais de 250 mil pessoas participem dos desfiles.

Para quem gosta de acordar cedo - ou sequer pensou em dormir - a primeira opção é o tradicional Cordão do Boitatá, um dos mais indicados para levar as crianças, as sogras e os bichos de estimação. O bloco virou, ano passado, um documentário de 12 minutos do diretor Snir Wein.

- Há três anos eu compareço. É um bloco altamente familiar - justifica Adriana Aquino. - Ótimo para brincar e bater papo, regado a muita cerveja, com velhos e novos amigos.

O Cordão do Boitatá começa a concentração a partir das 7h, com saída prevista às 9h, da Rua do Mercado, na Praça 15, onde haverá um palco com som amplificado. O bloco circula pelo casario antigo e, a partir das 11h, rola um baile ao ar livre. Nem pense em ir sem fantasia: esse é um dos grandes charmes do cordão. Quase 100% dos foliões desfilam com fantasias bem-humoradas. A base do bloco é o grupo de mesmo nome, que lançou um disco homônimo.

Outra dica matutina é para os moradores da Zona Oeste: a Banda Buda da Barra arrasta os foliões pela Avenida Lúcio Costa, a partir das 10h. Para quem fizer como a maioria dos mortais e despertar por volta do meio-dia, as opções aumentam. Na Zona Norte, o Meu Kantinho - também conhecido como Kantinho do Cloves - desfila pelas ruas da Penha Circular. A partir das 14h, a maioria dos blocos começa a se concentrar. A galera do Que merda é essa? escolheu a esquina das ruas Garcia D'Ávila e Nascimento Silva, em Ipanema, para bebericar antes de chegar à orla, onde costuma se encontrar com a turma do Simpatia é Quase Amor e da Banda do Afroreagge, que saem mais ou menos no mesmo horário.

No Jardim Botânico, o bloco Bangalafumenga desfila ao som de samba, funk, ciranda e maracatu. A bateria vem afinada: os integrantes participam de oficinas de percussão. O bloco segue pela Pacheco Leão em direção à Jardim Botânico. Do outro lado do túnel, em Vila Isabel, o Sorri pra Mim reúne a nata de sambistas da Unidos de Vila Isabel, no bar Petisco da Vila, por volta das 16h.