A cantora Fattú Djakté divide o palco com João Suplicy no Beco das Garrafas neste domingo

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João Suplicy

“Joao Suplicy e Fattú Djakté, um dueto sem fronteiras”, é o nome do show que o cantor Suplicy apresenta no Rio, acompanhado da cantora cabo-verdiana Fattú Djakité, neste domingo (18), no Bottle’s Bar - Beco das Garrafas, às 19h. Os dois estiveram juntos em Cabo Verde e gravaram o Programa do artista com o nome #violaoaovivodoquarto com a canção de Dorival Caymmi, “A Vizinha do Lado”. O encontro aconteceu na cidade de Praia, capital de Cabo Verde, durante show do cantor no Congresso de Psicanálise.

"É muito interessante interagir com artistas de outros países e identificar algumas semelhanças que ajudam a contar a história de ambos. A influência da música Africana na canção popular brasileira é notória e no caso de Cabo-Verde, temos ainda a proximidade da língua, já que eles aprendem Português na escola, mesmo que no seu cotidiano, usem o Criolo, que vem a ser uma mistura desta com outras línguas africanas. Os Cabo-Verdianos, por sua vez, sentem uma identificação muito forte com a música Brasileira. Foi o que pude constatar quando conheci essa cantora maravilhosa de Cabo-Verde. Foi uma experiência incrível cantar com ela no continente Africano e certamente será também aqui no Brasil", diz Suplicy.

O artista vai tocar músicas do álbum mais recente, João. No repertório, além de músicas autorais, como “Um Abraço e Um Olhar”, “Solteiro e Vagabundo”,” Dicionário do amor” e “Santa e Louca”, ele traz músicas que vai de Tom Jobim a Baden Powell, passando por Gilberto Gil e Benito de Paula. Ainda no show o artista recria clássicos como Retalhos de Cetim (Benito de Paula), Eu sei que vou te amar (Tom Jobim/ Vinícius de Moraes) e Suspicious minds (Elvis Presley).

“É sempre bom compartilhar momentos com nossos co-irmãos africanos. Essa troca, principalmente com a música, que era usada, aqui no Brasil, pelos escravos como forma de resistência e também para contar as suas dores, crenças, pedido de ajuda. Então, dividir o palco com um africano, é uma questão de liberdade e reconhecimento, por todos esses ritmos que nos são familiar e que nos constituiu como parte de toda esta africanidades que carregamos”, diz Suplicy.

Fatumatá Djaquité, de nome artístico “Fattú Djakité”, nasceu em Março de 1991 em Bissau e vive desde os 5 anos de idade em Cabo Verde, começando a cantar aos 14 anos por brincadeira, chamando atenção do músico Princezito que a apresentou em um programa de rádio. Confira o clipe da artista: 

Em 2008 grava o seu 1º single no Projeto Verão, “Bendedera di Sol”, durante o verão de 2008 e faz a sua 1ª atuação ao vivo, não parando de atuar e volta a gravar em 2010 no mesmo projeto e em CDs de vários artistas.A Preta Djakité, como gosta de ser chamada, conta que o seu primeiro disco é fruto de muito esforço. A cantora de origem guineense que vive em Cabo Verde desde os cinco anos de idade com a mãe, irmã e avô, disse que desde de criança gostava de cantar, dança, pintar, mas escolheu ser cantora.

Atua como corista nas bandas de Jorge Neto, Face to face, Djodje e Ricky Boy, Jay, Beto Dias, R100J, e em Festivais em Portugal, França, Holanda, Angola e Cabo Verde. Em 2012 conquista o 3º lugar do Concurso de talentos “Strela Pop” que a ajudou a descobrir que realmente queria na música. Aos 23 anos e muito mais madura, a cantora gravou o seu 1º CD solo produzido pelo produtor Hernani Almeida, atuando em vários locais de Cabo Verde com o seu grupo.

Serviço: Show: Joao Suplicy e Fattú Djakté ,um dueto sem fronteiras” / Local: Bottle’s Bar - Beco das Garrafas / Endereço: Rua Duvivier 37, Copacabana, RJ / Data: Domingo, dia 18 de agosto / Horário: 19h / Ingressos: R$ 40 / Classificação: 18 anos / Informações: (21) 2543-2962.