Impacto visual

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O Balé Nacional da China se apresenta pela primeira vez na cidade, com o espetáculo ‘Lanter nas vermelhas’, inspirado no filme homônimo de Zhang Yimou SUCESSO – A obra de 2001, agora em turnê pelo Brasil, projetou o grupo no mundo Carlos Eduardo Oliveira ESPECIAL PARA JORNAL DO BRASIL, DE SÃO PAULO Em 1988, o então desconhecido cineasta chinês Zhang Yimou arrebatou a crítica internacional com o hipnótico O sorgo vermelho , Urso de Ouro no Festival de Berlim daquele ano. Três anos depois, a dose se repetiria com Lanternas vermelhas , indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Estava lá, em ambas as obras, a fascinante estética que legou a Yimou o apelido de “o esteta das cores”. O forte apelo visual de seus filmes pode ser confirmado a partir de hoje no palco do Teatro Municipal, onde o Balé Nacional da China apresenta até domingo justamente Lanternas vermelhas , em versão adaptada baseada no filme homônimo – e dirigida pelo próprio cineasta, cuja carreira internacional decolaria com filmes como Herói (2002) e O clã das adagas voadoras (2004). Trata-se de uma superprodução que marca a primeira incursão da companhia pela América do Sul, após passagem bem sucedida pela Europa, Austrália e México. Antes do Rio, a montagem passou por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Criado em 1959, o Balé Nacional da China é a única companhia de dança estatal – e a mais importante – do país. Durante longo tempo, sofreu intervenções do governo comunista de Mao Tse-tung e sua Revolução Cultural, tendo atuações limitadas a temas esquerdistas de agrado dos diContinua na página seguinte.