Hackers anunciam ataque ao site do Visa pelo Twitter

O Twitter oficial do grupo de hacker Anonymous anunciou que o site do grupo Visa começou a ser atacado às 18h30 desta quarta-feira.

O tuíte trazia a seguinte mensagem: "próximo alvo: www.visa.com. Preparem suas armas". A série de ataques é encarada como vingança do grupo contra todos que de alguma maneira apoiam a retaliação ao vazamento de dados do WikiLeaks.

Até o momento em que este texto foi feito, o site visa.com ainda estava no ar. Também nesta quarta-feira, o grupo atacou o site do cartão de crédito MasterCard, que permaneceu fora do ar por algum período.

Prisão do fundador do WikiLeaks 

Com a prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange no Reino Unido por agentes da Polícia Metropolitana de Londres, a Scotland Yard, após se apresentar em uma delegacia da capital britânica. Os hackers tem feito diversos ataques à sites da internet, sob forma de protesto.

Recentemente o advogado britânico de Assange havia declarado que estava organizando um encontro entre seu cliente a polícia. "No fim da tarde recebi um telefonema da polícia para dizer que receberam o pedido de extradição da Suécia", declarou Mark Stephens. "Estamos tomando providências para nos reunirmos com a polícia voluntariamente a fim de facilitar o interrogatório de que precisam", afirmou, na oportunidade.

Segundo o NYT, as acusações ao ativista são baseadas em encontros sexuais com duas mulheres. As relações, que começaram consentidas pelas envolvidas, acabaram não consentidas quando Assenge não quis mais usar caminsinha. A Suécia expediu o primeiro mandado de prisão para Assange em 18 de novembro, mas a ação foi invalidada por um erro processual. Um novo mandado foi emitido em 2 de dezembro.

Ainda na segunda-feira, o banco suíço PostFinance congelou as contas de Assange. O site diz que a medida bloqueia 31 mil euros. Em comunicado, o WikiLeaks afirmou que Assange perdeu 100 mil euros em bens em uma semana.

"Hora da verdade"

Stephens assinalou que "é hora" de se chegar "à verdade", e que seu cliente quer "limpar seu nome". "É bastante estranho, porque o promotor sueco abandonou todo o caso contra ele em setembro (...) e algumas semanas mais tarde - após o discurso de um político -, um novo promotor, não em Estocolmo, onde estavam Julian e essas mulheres, mas em Gotemburgo, começou um novo caso que resultou nestas ordens", disse o advogado em entrevista à BBC.

Stephens já tinha indicado que seu cliente lutará contra sua possível extradição à Suécia, já que teme que, a partir de lá, possa ser entregue aos Estados Unidos, onde alguns políticos chegaram a pedir sua execução.

Vazamentos

Nos últimos dias, o WikiLeaks tem publicado centenas de telegramas diplomáticos, provocando a ira do governo dos Estados Unidos. Na segunda-feira, o WikiLeaks divulgou uma lista de instalações ao redor do mundo que os Estados Unidos classificam como vitais para a sua segurança nacional. A lista inclui oleodutos e centros de comunicação e transporte.