Depois da queda do império X, um conglomerado empresarial de Eike Batista, um de seus imóveis ganhou ainda mais notoriedade, principalmente pelo fato de ter ido à leilão. No entanto, não foi só isso que chamou a atenção. A sua mansão estava localizada em um terreno de 16.500 m² em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro (RJ) e tinha o IPTU em um valor maior do que R$ 100 mil. A seguir, conheça detalhes em relação à propriedade do ex-magnata brasileiro.
Principais aspectos do imóvel
Um dos principais destaques do imóvel é o cais privativo para embarcações e estrutura logística preparada para deslocamentos rápidos por helicóptero, algo considerado estratégico entre moradores de altíssimo patrimônio.
Durante os anos em que liderava o grupo X, Eike Batista utilizava a propriedade como espaço para reuniões privadas, eventos empresariais e recepção de convidados internacionais. O imóvel acabou se tornando um reflexo direto do momento em que o empresário figurava entre os homens mais ricos do mundo.
Outro detalhe relevante envolve justamente o perfil arquitetônico dessas mansões em Angra dos Reis. Diferente de imóveis urbanos tradicionais, muitas propriedades da região são projetadas para priorizar integração com o mar, áreas abertas e acesso náutico. Isso ajuda a explicar por que elementos como cais privativo e heliponto se tornaram símbolos recorrentes entre residências de luxo no litoral fluminense.
A mansão ainda conta com sauna, piscina, jardins tropicais planejados, salão de festas, quadra de esportes e acomodações de alto padrão.
Queda do império transformou imóvel em alvo judicial
No entanto, a mansão passou a ganhar repercussão por outro motivo após o colapso financeiro das empresas de Eike Batista. A derrocada do grupo X fez com que diversos bens ligados ao empresário fossem alvo de processos judiciais e medidas de bloqueio patrimonial.
A propriedade de Angra dos Reis entrou nesse cenário e acabou sendo associada diretamente ao contraste entre o período de expansão bilionária e a crise que atingiu os negócios do empresário a partir de 2013. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o imóvel chegou a ser incluído em processos de leilão judicial por R$ 10 milhões para tentativa de recuperação de dívidas acumuladas após a quebra das empresas do grupo X.
O valor é considerado baixo se levarmos em consideração a média do preço de outras residências na mesma região. Segundo informações da imprensa, as propriedades nos locais costumam ser avaliadas em mais de R$ 30 milhões.





