A longevidade extrema deixou de ser vista apenas como exceção biológica e passou a despertar interesse crescente da ciência, da medicina e até do mercado editorial. Nos últimos anos, o Guinness World Records ampliou o destaque dado aos chamados “superidosos”, grupo formado por pessoas que ultrapassaram os 100 anos e conquistaram reconhecimento mundial.
Esse movimento acompanha uma transformação global ligada ao envelhecimento populacional. De acordo com pesquisadores e especialistas em longevidade, avanços médicos, alimentação mais equilibrada, vacinação e maior acesso à informação ajudaram a elevar a expectativa de vida em diferentes países. O resultado é o aumento gradual do número de centenários ao redor do mundo.
Abaixo, veja cinco idosos que ultrapassaram os 100 anos e acabaram entrando para o Guinness Book.
1. Ethel Caterham lidera ranking mundial da longevidade
A britânica Ethel Caterham ocupa o topo da lista do Guinness World Records 2026. Segundo o levantamento, ela atingiu a marca de 115 anos e 253 dias, tornando-se oficialmente a pessoa viva mais velha do mundo naquele momento.
Nascida em 1909, no Reino Unido, Ethel também ganhou notoriedade por ser uma das últimas pessoas vivas nascidas ainda durante a primeira década do século XX. Sua história chamou atenção internacional após ela sobreviver inclusive à pandemia de Covid-19 aos 110 anos.
Outro detalhe relevante envolve o próprio perfil da supercentenária. Diferente da ideia de isolamento extremo associada à velhice avançada, Ethel manteve durante décadas uma rotina ativa e socialmente participativa.
2. Marie-Rose Tessier aparece logo atrás no ranking
A francesa Marie-Rose Tessier ocupa a segunda colocação entre as pessoas mais velhas do planeta. De acordo com os dados divulgados pelo Guinness, ela alcançou 114 anos e 345 dias.
A presença da França entre os países com maior número de superidosos não é considerada uma surpresa por pesquisadores da área de envelhecimento. Isso porque o país europeu frequentemente aparece em levantamentos relacionados à expectativa de vida elevada e qualidade de envelhecimento.
Especialistas apontam que fatores como alimentação equilibrada, acesso amplo ao sistema de saúde e acompanhamento preventivo ajudam a explicar parte desse cenário.
3. Mine Kondo representa tradição japonesa de longevidade
O Japão voltou a aparecer entre os principais destaques globais de longevidade por meio da japonesa Mine Kondo. Segundo o ranking do Guinness, ela chegou aos 114 anos e 242 dias.
O caso reforça uma tendência histórica observada no país asiático. O Japão possui uma das maiores expectativas de vida do mundo e concentra elevado número de centenários, principalmente entre mulheres.
Pesquisadores costumam relacionar esse fenômeno a uma combinação entre alimentação tradicional, forte integração comunitária e baixos índices históricos de obesidade entre idosos.
4. Naomi Whitehead entrou para grupo extremamente raro
Outra integrante do ranking é a norte-americana Naomi Whitehead, que alcançou 114 anos e 217 dias no momento da apuração feita para o Guinness World Records 2026.
Os Estados Unidos aparecem frequentemente em rankings de supercentenários devido ao tamanho populacional do país. No entanto, atingir mais de 114 anos continua sendo algo considerado raríssimo mesmo dentro das maiores nações do planeta.
Na prática, especialistas apontam que pessoas nessa faixa etária acabam se tornando objeto de estudos científicos voltados para genética, resistência imunológica e envelhecimento cerebral.
5. Naomi Whitehead representa o Brasil
A pernambucana Izabel Rosa Pereira apareceu na quinta colocação da lista ao atingir 114 anos e 200 dias. A presença da brasileira entre os nomes mais longevos do planeta chama atenção porque o país ainda enfrenta desafios estruturais ligados à saúde pública e envelhecimento populacional. Mesmo assim, o número de centenários brasileiros vem crescendo gradualmente nas últimas décadas.
Esse avanço acompanha uma transformação demográfica importante. Segundo especialistas, o Brasil passa por um processo acelerado de envelhecimento populacional, impulsionado principalmente pela redução das taxas de natalidade e pelo aumento da expectativa de vida.





