Homenagem à engenharia do tráfego

Conforme lhes prometi estou, hoje, transcrevendo a introdução do livro “Traffic Control, theory and instrumentation”, escrita por Henry Barnes, legendário, Traffic Commissioner, of New York City, durante oito anos que, dentre outras medidas, implantou o esquema de circulação em sentido único das avenidas da Ilha de Manhatan, com exceção da Park Lane.

Ei-la: “Ao final do ano 1900, o registro de veículos nos Estados Unidos totalizava 8000. Estes veículos trafegavam em vias sem pavimentação e, muitas das vezes, em empoeiradas vias do interior. O único problema do tráfego era, ocasionalmente, a existência de pedestres ou de um cavalo ou uma vaca, paralisados na via, apavorados pelo ruído deste novo personagem”.

“Hoje, mais de 82.000.000 registros representado 50% dos automóveis do mundo existe neste país. Em 1963, estes veículos viajaram  798 bilhões de milhas sobre novas e modernas auto estradas, vias expressas, vias de tráfego rápido e estruturais, como também em bem melhores vias rurais e urbanas.”

“Fruto desta melhoria surgiu o engenheiro de tráfego”

“Hoje em dia, as modernas vias de rolamento são uma estrutura de engenharia que tiveram  sua estrutura desenvolvida através de amplos e profundos princípios de desenho que lhes garantem medidas de segurança e de eficiência. Um exemplo deste fator de eficiência pode ser encontrado nas corretas especificações das intercessões e cruzamentos, equipamentos das margens das rodovias, sinalização e demais providências visando a segurança. Por vários anos, a responsabilidade para o controle e do tráfego recaiu no domínio de atuação da policia. No entanto, à medida que o tráfego crescia, vários problemas se desenvolveram que estavam além do trabalho normal da polícia. Desde que o sistema de autoestradas se tornou uma estrutura de engenharia, que requer um enfoque para orientar a equacionar o problema e a técnica de engenharia para a resolvê-lo, o engenheiro de tráfego foi chamado á cena.”

“A cidade de Nova Iorque é uma vasta malha de vias de tráfego rápido e de ruas de menor classificação que desafiam as mentes dos engenheiros de tráfego nos últimos dez anos, que não só aceitaram este desafio , como se tornaram no primeiro passo da porta de entrada para a introdução de um revolucionário novo sistema de controle semafórico nesta cidade, capaz de resolver o problema de congestionamento. Mas, como  a rede viária de NY é vasta, também é enormemente dispendiosa a instalação deste  programa moderno, cerca de US$100.000.000, durante os próximos cinco anos, para que um sistema eletrônico desenhado para mover o tráfego e diminuir o congestionamento de nossa  cidade.

Este programa é o resultado do trabalho de  experimentados e altamente classificados engenheiros de tráfego com o Departamento de Trânsito de New York.”

“Isto é apenas um exemplo dos milhares dos engenheiros de tráfego em todo o país, que estão resolvendo os problemas diários de tráfego, em todas as grandes cidades do Estados Unidos. Nas páginas deste livro, os senhores irão ler as modernas técnicas empregadas pelos homens da engenharia de tráfego que trabalharam para trazer às maiores cidades de nosso país, maior segurança e grande avanço nos princípios da engenharia de tráfego”.

“Sinto-me honrado de participar desta publicação e participar do orgulho dos engenheiros de tráfego, de sua profissão e das suas conquistas.”

“Todos olhamos confiantes para o futuro dos grandes resultados, à medida que avançamos juntos, com a nossa contrapartida profissional na educação e no policiamento, na direção de darmos maior segurança de pedestres e de motoristas neste nosso grande país.”

Este texto foi redigido em 1965. Estamos no mês 4 do ano 2012, o Rio continua com os sinais de tempo fixo, divididos em dois tipos; os “burros”, com ciclos de 120 segundos e os “burríssimos”, com ciclos bem maiores do que o permitido.