Falhas no Detran podem ser corrigidas com criação de grupo de cooperadores

Meu caro amigo e digno presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino, o que aqui  vou escrever, não encare como crítica à sua administração mas, principalmente, uma cooperação de quem deseja , e torce, pelo seu sucesso. Sugiro que, as falhas, cujo testemunho vou lhe dar, podem e devem ser corrigidas com a criação de um grupo anônimo de cooperadores que, voluntariamente, testariam periodicamente a eficácia e lisura dos serviços prestados pelo  Detran. 

Usei este sistema e, só o fato dos funcionários saberem que existe a possibilidade de serem flagrados em falta de conduta, os fará andar corretamente. Além disso, a indispensável plaqueta de identificação, com o nome e o número da matrícula, colocados no peito de sua blusa ou camisa. Obrigatoriedade de se identificar, como está na plaqueta, ao atender o telefone, cuja ligação, deveria ser gravada.

O primeiro testemunho, soube por minha esposa que, agendou onde fazer a vistoria que, como já lhe disse pessoalmente, deveria ser muito mais completa, por instrumentos, com dezenove itens verificados e sob a responsabilidade das seguradoras, e deram a ela o número do Duda que deveria ser pago para o cancelamento da alienação funcionária. Pois bem, após uma espera absurda, no posto de vistoria no terminal Alvorada, teve o desprazer de ser informada de que o Duda, pago, não era aquele e que deveria voltar outro dia com o documento correto. Tudo fruto da displicência da atendente ao telefone do Detran.

Agora um testemunho bem mais grave: Minha “personal trainer” de “Pilates”, ginástica que pratico todas as semanas, foi reprovada no seu exame prático para se habilitar como motorista. Motivo: o que ocorreu, quando, no carro da autoescola que a conduzia para o local do exame, o veículo foi parado por uma “blitz” do Detran e, pasmem, não tinha em ordem os seus documentos para circular. Tal fato provocou um atraso na chegada ao local de destino que alterou o seu estado de tensão nervosa, acrescido pelo fato da solução do problema, com o suborno dos policiais. 

Para uma moça de 23 anos, ainda acreditando na seriedade das coisas de governo, acresceu em muito o seu estado psicológico.

É inadmissível que não exista uma rigorosa fiscalização nas autoescolas, a fim de que os futuros motoristas não assistam a deslizes como este.

Estes são os fatos, logicamente, não os únicos, que ocorrem e são capazes de arranhar a administração de qualquer um, mesmo a atual, correta e quase irrepreensível.