Abertura de acessos reforça buscas em bairro de Teresópolis

Teresópolis - As buscas por corpos não cessam no bairro da Posse, no 1° Distrito de Teresópolis, onde centenas de pessoas morreram na catástrofe dos dias 11 e 12 de Janeiro. Com os acessos liberados de troncos de árvores e lama, como as estradas da Posse e a do Salaco, as buscas foram reforçadas e voluntários chegam de longe - inclusive de ônibus. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram localizados 8 corpos nas regiões mais afastadas da cidade no sábado.

O capitão Alessandro Santos, 26 anos, veio neste domingo da capital para liderar um destacamento de 5 homens, que chegaram em uma picape. Bombeiros realizam varreduras diárias das 8h às 18h, mas os escombros são escavados apenas se há informação sobre a localização de desaparecidos vinda de familiares. "São toneladas de lama para escavar, precisamos de uma pista para investir neste trabalho", diz.

As retroescavadeiras liberaram as vias das pedras que caíram dos morros vizinhos. O cabo da Polícia Militar Alex Sandro da Conceição, 33 anos, traz o cão Spot para tentar farejar corpos soterrados. Mesmo com a concorrência de cães farejadores vindo de fora, o vira-lata já conseguiu localizar quatro cadáveres. "Todo corpo que conseguimos encontrar é um ente querido que a família consegue enterrar", disse o policial. Relatos de moradores afirmam que no dia seguinte à tragédia havia ao menos 100 corpos visíveis no lugar.

Ao menos duas ONGs ligadas a grupos religiosos foram à Posse na manhã deste domingo. Um deles chegou em um ônibus fretado que causou transtornos ao fluxo de veículos.

Chuvas na região serrana

As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.