Empresários tentam reverter imagem de destruição de Teresópolis

A titular do Teresópolis Convention & Visitors Bureau, maior entidade da indústria hoteleira da região serrana do Rio de Janeiro, afirmou nesta quinta-feira, que a volta da rentabilidade para os empresários locais depende da reversão da imagem de que a cidade foi destruída pela catástrofe do dia 12 de janeiro. Segundo Luiza Mota, comerciantes da cidade criaram um comitê de estratégia para tentar mudar a impressão de que a cidade acabou - criada pelas notícias da tragédia - e atrair turistas de volta.

A Secretaria de Turismo fez um mapeamento de acordo com o qual 26% dos hoteis e pousadas de Teresópolis foram fechados com a tragédia. Segundo estimativa da Associação de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ), os prejuízos causados ao faturamento da rede hoteleira na região chegam a US$ 30 milhões somente nas cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Isso se deve à queda na ocupação dos hotéis e os cancelamentos de reservas na temporada.

Proprietária de uma pousada há seis anos, Luiza afirmou que o setor tem sofrido com o cancelamento de reservas. "Alguns clientes pediram para adiar as reservas, outros cancelaram. Ainda não é possível mensurar, mas houve cancelamentos, sim, é natural até que haja", disse. Luiza cita entre os bairros com mais estabelecimentos afetados o de Bonsucesso, mas afirma não ter realizado nenhum levantamento para ter uma dimensão dos prejuízos.

Chuvas na região serrana

As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.