Policiais encontram tudo destruído na casa do autor do massacre de escola do Rio

RIO - Enquanto policiais da área de homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, tomavam depoimentos de professores e testemunhas do massacre promovido por Wellington Menezes de Oliveira, na Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, uma psicóloga da corporação esteve na casa do assassino, em Sepetiba, também na Zona Oeste. Ela foi colher subsídios que levassem a uma melhor compreensão da tragédia e fazer o levantamento do perfil psicológico do assassino.

Na casa do atirador a polícia encontrou um rastro de destruição: computadores e eletrodomésticos queimados, provavelmente com a intenção de dificultar a ação dos policiais. Na casa, não foi encontrado nenhum vestígio de drogas e bebidas alcoólicas que pudesse definir Wellington como um viciado.

A polícia apurou que a família que criou Wellington frequentava a igreja Testemunhas de Jeová e que ele tinha um cachorro e um gato. Os investigadores também descobriram que ele havia pedido demissão do emprego em que trabalhava, em uma fábrica de salsicha, há cerca de sete meses, quando sua mãe morreu.

Os vizinhos o definiram como um sujeito quieto, que não costumava falar com ninguém, vestia-se sempre de preto e passava a maior parte do tempo em frente ao computador.

Para a Polícia Civil a carta deixada por Wellington mostra sinais de insanidade e tendência fundamentalista, e contém frases que podem indicar problemas com as mulheres. Ele fala em “pessoas impuras”, que não poderiam tocá-lo a não ser usando luvas. Na carta, ele também se define como um homem puro.

Outro fato passível de investigação é de que, entre as 12 crianças que morreram, dez eram do sexo feminino e apenas duas do sexo masculino. Também entre os feridos há predominância de meninas: dos 13 feridos, 12 são do sexo feminino.