Tio diz que aluno escapou quando atirador recarregava arma

 

Um adolescente de 14 anos conseguiu escapar do atirador que invadiu uma escola e matou 11 crianças no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, aproveitando o momento em que Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, recarregava uma arma. As informações são do tio do estudante Patrick, o motorista de ônibus Elias Campista da Silva, 33 anos.

De acordo com o homem, ao fugir da sala de aula em que o atirador entrou, o aluno ajudou um colega a escapar. "Meu sobrinho foi um guerreiro, ainda ajudou um colega a fugir nesse meio tempo. Aproveitou o momento em que o atirador tentava recarregar a arma", afirmou.

O motorista disse ainda que Patrick se machucou na fuga e, por isso, foi levado ao hospital Albert Schweitzer. "Meu sobrinho escorregou em uma poça de sangue dentro da sala de aula. Pelo que pude ver aqui no hospital, ele machucou a perna e a mão. Um dedo da sua mão esquerda está muito roxo, acredito que está fraturado", disse.

Atentado

 Um homem matou pelo menos dez crianças a tiros após invadir uma sala de aula da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da escola e se suicidou logo após o atentado, que deixou pelo menos dez crianças mortas e 18 feridas. Testemunhas relataram que o homem portava mais de uma arma.

Wellington entrou na instituição disfarçado de palestrante, e as razões para o ataque ainda não são conhecidas. O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, coronel Djalma Beltrame, afirmou que o atirador deixou uma carta de ¿teor fundamentalista¿, com frases desconexas e incompreensíveis e menções ao islamismo e a práticas terroristas. Os feridos foram levados para os hospitais estaduais Albert Schweitzer (que recebeu a maior parte das vítimas) e Adão Pereira Nunes, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e o Hospital da Polícia Militar.