"Meu nome agora é defunto", diz pai de menina de 13 anos, assassinada em Realengo

Uma das 13 vítimas do atirador que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (Zona Oeste do Rio), Laryssa da Silva Martins deixou inconsolada a mãe da criança, que está em estado de choque. Seu pai, Clóvis Martins, teve um princípio de infarto. Muito vaidosa, a adolescente era o xodó de Clóvis, o primeiro a encontrar a filha, agonizando, no pátio do colégio. Ele tentou socorrer a garota, que não resistiu e deu o último suspiro em seus braços.

"O pai da Laryssa só diz: 'Meu nome agora é defunto, morri junto com a minha Laryssa, não quero mais viver'", conta Glaucimara Martins, 43 anos, tia da vítima.

Para ela, o atentado no colégio surpreendeu a todos, já que a área é considerada "calma".

"A parte de Realengo onde fica a escola é calmíssima", observou Glaucimara. "Nunca tivemos problemas dentro da escola. Estamos estarrecidos".

Segundo Aldo Guilherme, tio de Laryssa, ela parecia pressentir a própria morte.

"Ontem (6), ela postou uma mensagem no Orkut de um coleguinha perguntando a ele se sentiria sua falta, caso ela morresse. Parecia que ela sabia o que lhe aconteceria menos de 24 horas depois", relatou o analista financeiro.

Para Guilherme, não houve falta de segurança por parte da instituição:

"A escola fazia aniversário. Muitos ex-alunos foram convidados para palestrar aos estudantes e ninguém podia imaginar que um assassino entraria pela escola matando as crianças".