Dilma deve ir a enterro de crianças mortas em escola do Rio

 

A presidente Dilma Rousseff irá telefonar na tarde desta quinta-feira ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), para se informar sobre o horário em que serão enterradas as crianças mortas na manhã de hoje por um atirador, que invadiu uma escola municipal em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. O embarque da presidente para o Rio deve ocorrer na tarde desta sexta-feira, quando ela deverá comparecer ao velório e enterro dos estudantes vítimas do atentado. De lá, ela viaja para a China, onde cumprirá agenda de trabalho durante a próxima semana.

Dilma, que pela manhã chegou a chorar por conta do atentado à escola Tasso da Silveira, voltou a pedir nesta tarde, no Palácio do Planalto, um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. O ex-aluno da unidade Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, foi apontado como o atirador da escola e, de acordo com a Polícia Militar, se matou após efetuar os disparos.

"Hoje é um dia muito triste para nós, é um dia triste para todos os brasileiros e brasileiras. Esse é um País que sempre teve uma relação de grande carinho cultural pelas crianças. É inadmissível violências em geral, mas a violência contra a criança é algo que coloca todos nós, brasileiros e brasileiras, em uma situação de grande repúdio e sentimento. São essas duas sensações, o repúdio e a tristeza, que fizeram com que nós abríssemos essa conversa com vocês pedindo um minuto de silêncio", disse Dilma Rousseff ao receber lideranças do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Atentado

 Um homem matou pelo menos 11 crianças a tiros após invadir uma sala de aula da Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da escola e se suicidou logo após o atentado. Testemunhas relataram que o homem portava mais de uma arma.

Wellington entrou na instituição alegando ser palestrante, e as razões para o ataque ainda são desconhecidas. O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, coronel Djalma Beltrame, afirmou que o atirador deixou uma carta de "teor fundamentalista", com frases desconexas e incompreensíveis e menções ao islamismo e a práticas terroristas. Os feridos foram levados para os hospitais estaduais Albert Schweitzer (que recebeu a maior parte das vítimas) e Adão Pereira Nunes, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e o Hospital da Polícia Militar.