Clima é de indignação na rua onde fica a escola atingida por atirador

 

Passadas mais de cinco horas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio - em que um homem entrou na escola, por volta das 8h, com duas pistolas e atirou contra alunos e funcionários - o clima na Rua General Bernardino, onde fica a unidade de ensino, é de muita indignação. Atordoados, parentes das crianças continuam procurando explicações para o ato do ex-aluno  Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, que deixou 11 mortos e pelo menos 13 feridos.

Hercilei Antunes, que mora em frente à escola onde estuda a filha de 11 anos, disse que ainda está em estado de choque e que em toda a sua vida não havia presenciado uma violência como essa. “Ouvi muito tiro, por mais de dez minutos. Minha filha de 11 anos estava na escola, no último andar, quando ouvi os tiros pensei logo o pior. Tentei entrar na escola, mas não consegui, por causa dos tiros. Só depois que o atirador foi morto é que consegui subir. Minha filha estava chorando muito, embaixo da mesa. Esse é um drama que não quero que nenhum pai passe”, desabafou, com a voz embargada.

“Vi várias crianças correndo ensanguentadas, gritando por socorro. Botei um no colo e corri com ele em busca de um carro para levá-lo ao hospital”, disse, indignado, Marcus Antônio Santiago, outro vizinho da escola.