Conversando com a pianista Carol Murta Ribeiro

A pianista Carol Murta Ribeiro nasceu na Bahia, mas adotou o Rio de Janeiro como sua segunda cidade, onde se casou com o desembargador José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, com quem forma um dos casais mais agradáveis da cidade. Carol faz palestras sobre música clássica, produz e apresenta um programa de rádio, assim como toca em público fazendo a alegria das plateias.

É cada vez mais importante a divulgação da música clássica, no Brasil, porque no mundo já é definitiva. Você produzia e apresentava um programa de música clássica para a Rádio Catedral, durante vários anos. Com os programas um pouco mais reduzidos, você sentiu que o seu objeto foi alcançado? 

Divulgar sempre! Este é o trabalho do músico! Por incrível que pareça eu ainda produzo e apresento  o  programa Encontro com os Clássicos, da Rádio Catedral FM 106.7,  que completará em fevereiro de 2013 16 anos no ar sem interrupção, todos os domingos, às 21h. Nestes anos todos de programa, lendo cartas e recebendo os mais variados testemunhos  de ouvintes, pude perceber que o público é sedento de informações e que o  interesse pela música clássica através do programa vem ampliando se não para todos, para muitos, e este é o principal objetivo do programa. Por isso a cada domingo apresento uma seleção de obras mestras de grandes compositores e seus grandes intérpretes, situando a obra no tempo e espaço de cada período musical.  

Você já tem novidades para 2013? 

Alguns  projetos estão em andamento, vamos aguardar. 

Atualmente existem várias maneiras de se difundir a música clássica.Os concertos fazem parte da forma mais tradicional, com uma ação direta, isto é, público e artista. Você acredita que palestras e videoconcertos, com ações indiretas, também são ótimas alternativas? 

Sim, sem dúvida! Toda e qualquer ação que se apresente “público e artista” é o momento de passarmos os nossos conhecimentos. Eu estaria sendo egoísta se não dividisse com os outros um pouco do tanto que estudei e aprendi durante anos a fio. Assim, tive a ideia de fazer um banco de dados contendo a história das obras, dos compositores de cada período musical. 

Com todo este material, faço palestras sobre a música clássica para grupos e escolas e  sempre nos meus recitais procuro falar um pouco daquilo que vou tocar. É importante revelar quem é o compositor, qual o período da historia que ele está inserido, quem são seus contemporâneos e o que significou para o compositor o momento em que escreveu aquela obra musical. Isto cria maior interesse na plateia. Afinal, gostamos mais daquilo que entendemos melhor. 

Obrigada pela conversa, Carol.