Pianistas gêmeas encantam o Municipal

É muito agradável aos olhos ver uma artista bonita e talentosa, agora imaginem ver duas lindas artistas, talentosas e gêmeas!

Sempre lembramos das irmãs Labèque, Katia e Marielle, que formam um dos duos mais importantes da atualidade, são irmãs mas não são gêmeas.

No caso de Ferhan e Ferzan Önder, pianistas turcas, como são gêmeas idênticas, a impressão é que estamos olhando um espelho,refletindo com perfeição os dois lados. O  Theatro Municipal foi o palco da apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, regida por seu maestro titular Roberto Minczuk, começando o programa com uma obra do compositor brasileiro Ronaldo Miranda, Celebrare, que foi composta para comemorar os 40 anos da Sala Cecília Meireles, em 2005. É uma abertura festiva, sem dúvida, onde a percussão tem uma participação expressiva, no caso dos xilofones, com lindas passagens melódicas, fazendo feliz o compositor, que estava presente. Mozart era a próxima obra, o Concerto para 2 Pianos e Orquestra, página tradicional do reduzido repertório o instrumento. Duas pianistas lindas, com vestidos claros, uma aparição dupla.

Com sonoridades muito apropriadas e parecidas, o que não seria uma obrigação física, e técnica bem construída, traduziram perfeitamente o pensamento do austríaco Mozart. Contrastando a segunda parte começou com a Abertura da ópera Issa, do compositor brasileiro Gilberto Mendes, obra de 2007. Mais contraste, agora com o Concerto para 2 Pianos e Orquestra de Poulenc, compositor francês que mais uma vez foi apresentado com excelência, reafirmando o lugar no cenário internacional das lindíssimas irmãs Önden, pianistas gêmeas física e espiritualmente.

Gostaríamos sempre de aplaudir quando são programadas obras de compositores brasileiros. Entendemos, verdadeiramente, que orquestras e conjuntos que recebem subsídios de leis federais, estaduais e municipais, de qualquer espécie, deveriam em todos os concertos programar obras de compositores brasileiros. Eles estão aí para serem divulgados e programados. Isto é uma questão cultural.

O BRAVO da coluna para o concerto.