Alguma rejeição política está inflada

Especialista declara que os 55% de rejeição ao ex-presidente, apontados por pesquisa do Instituto Ibope nesta semana, são uma verdadeira surpresa diante dos ataques que o governo petista e também Lula, pessoalmente, vêm sofrendo.

A pesquisa é feita a partir da abordagem de pessoas na rua -- muitas provavelmente preocupadas com a repercussão que imaginam que suas opiniões possam ter.

Como a margem de erro da pesquisa é dois pontos para mais ou para menos, Lula aparece tecnicamente empatado em rejeição com o senador tucano José Serra (54%) e com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (52%).

Neste momento, em que tudo favorece as gestões tucanas, a rejeição a Serra e Alckmin teria que ser muito menor. Se não foi, é porque alguma rejeição está inflada.

Em um país de poucos desenvolvidos, e de poucas pessoas com coragem, por suas condições socioeconômicas, a rejeição de Lula deve ser, na realidade, muito menor.

Com a crise social se tornando uma possibilidade cada vez maior no país, onde a massa de desempregados tende a aumentar provocando uma grande convulsão social, claramente, a liderança deve sair das classes menos favorecidas. 

Talvez por isso mesmo exista uma preocupação em precipitar um acidente político para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.