Brasileiros, palhaços ou abestados

O Brasil acordou no dia 26/02/2011 com a informação de que o deputado federal Tiririca integrará a Comissão de Educação e Cultura, que tem a responsabilidade de aprovar melhorias qualitativas para a educação da sociedade brasileira. Nada contra a pessoa do digníssimo deputado. O edil ex-BBB integrará a comissão de Finanças e Tributação, e o jogador Romário integrará a comissão de Turismo. Nada contra a pessoa desses deputados. Acho louvável que utilizem seu tempo em algo útil. 

A presidenta Dilma recebe e lê um discurso escrito em que o nome da cidade está errado, e justifica que a informação tem origem na internet. Fico altamente preocupado com o desenvolvimento da educação do Brasil, e isso nos faz refletir sobre a necessidade de a sociedade plugada analisar com bastante cautela e serenidade a importância dos poderes constituídos demandarem o nosso destino.

Nada contra a profissão de palhaço, mas, diante do quadro que se apresenta e se tivermos um raio de sincronia racional inteligente, é cristalino perceber e antever o futuro que nos espera. Talvez esteja enganado, mas, se analisarmos os fatores, a nossa visão de futuro está sob risco eminente. E, pasmem quem elegeu essa renovação eclética, foi a Região Sudeste, dita como a de mais educação e inteligente do Brasil, que por coincidência detém os rumos de nossa economia, educação e progresso.

Acabaram de votar e aprovar na Câmara e no Senado o salário mínimo de R$ 545,00, enquanto que os salários dos deputados e senadores são muito maiores, e tentam induzir à sociedade que o grande feito é a aprovação automática, é um grande objetivo. O MEC com sua competência e brilhantismo não consegue gerir a prova do Enem. Por duas vezes consecutivas comete erros graxos e esdrúxulos, e nos informa que pretende acabar com a dependência.

O Brasil é um país altamente rico em recursos naturais, com riquezas tamanhas que representa o desejo de qualquer investidor, pois tem um salário mínimo do tamanho da qualidade educacional de seus habitantes, consequentemente pode-se dizer que tem seus representantes eleitos por essa massa chamada de eleitores brasileiros. Mas acredito que essa massa, representada pela sociedade brasileira que ainda dorme em berço esplêndido acordar para a realidade, deverá tomar as rédeas de seu destino e sucumbirá para sempre.

Acredito que tudo tem o seu momento, e haverá esse momento oportuno em que a sociedade plugada deverá proceder a um diagnóstico social, elaborar um PES (Planejamento Estratégico Sustentável) e realizará sua viabilidade econômica, submetendo-o à apreciação avaliativa periódica da sociedade remanescente.  Se isso não acontecer, continuaremos sendo uma sociedade de brasileiros formada por palhaços e abestados, cujo destino estará selado a conviver com índices progressistas, que atestam a nossa pífia existência.

* Elenito Elias da Costa é contador, auditor, analista econômico e financeiro, instrutor de cursos do Sebrae/CDL/CRC, professor universitário avaliador do MEC/INEP do curso de bacharelado em ciências contábeis, além de articulista da Interfisco e do Ibracon (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil e autor de vários textos científicos registrados no Instituto de Contabilidade do Brasil.