Evolução social

O papa Bento XVI, em pronunciamento recente, abriu a janela: o planejamento familiar pode vir a ser uma agradável realidade, independentemente da classe social do cidadão-contribuinte-eleitor (royalties para o grande Hélio Fernandes, da saudosa Tribuna da Imprensa).

Casais têm acesso à informação e a métodos contraceptivos que permitem programação de nascimentos da prole e seu consequente controle racional. O brasileiro vem, de certa forma e sem uma orientação formal e religiosa, surpreendendo por atingir nível quase que europeu, como se as células familiares descobrissem que ter menos filhos é um bom negócio, além de ter noção de cidadania e atingimento de qualidade de vida.

As igrejas, em geral, têm que iniciar uma efetiva cruzada de noções familiares, pois existem muitas meninas e jovens que se entregam à “vida fácil”, chegando mesmo às raias da violência por falta de estrutura sociorreligiosa. Famílias menores é o ideal; hoje, os brasileiros tendem a seguir os nacionais de países europeus, que planejam uma prole reduzida, porque por lá eles investem, maciçamente, no ícone educação e cultura. A média de filhos por mulheres maduras, conhecida como taxa de fecundidade, caiu sensivelmente no país nas últimas décadas. Todavia, entre as jovens, aumentou consideravelmente, causando o nascimento de crianças sem o necessário amparo, dando oportunidade a que se observe grande número de mães que optam por produção independente não desejada e que muitos infantes fiquem ao relento e sendo usados na mendicância.

Nas classes de melhor nível, os casais já programam o momento de engravidar e o consequente número de filhos por família bem estruturada e, com isso, se equiparam à taxa de natalidade dos estrangeiros.