Desafios para a presidenta

O Brasil deu no dia 31 de outubro mais um grande passo rumo à consolidação de sua jovem democracia. Os brasileiros foram às urnas e escolheram como sua representante suprema Dilma Rousseff, a primeira presidenta da história do país. O fato de ser ela a pioneira a ocupar a Presidência da República é, por si, uma demonstração de que o sentido de igualdade dos brasileiros avança, ao mesmo passo que evoluem nossas instituições democráticas.

Passado o momento de celebração da democracia, Dilma enfrentará grandes desafios, do tamanho do que hoje ocupa o Brasil, não só fisicamente mas, em especial, na política, na economia e nas relações internacionais. Como é integrante do atual governo e não dependerá dos humores de um processo de transição (que poderiam ser contaminados pelo espírito belicoso da campanha eleitoral), terá o tempo e o espaço necessários para coser os entendimentos adequados à composição de um competente primeiro escalão de governo. Evidente que as disputas por espaço no governo serão ferrenhas, mas isso faz parte.

Em seu primeiro discurso como presidenta eleita, logo após a confirmação de sua vitória nas urnas, Dilma Rousseff reforçou a intenção de combater prioritariamente a miséria no país, investindo na inclusão social das parcelas menos favorecidas, assim com o fez de forma bem-sucedida o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para alcançar o objetivo, será essencial manter a economia nacional em crescimento acelerado, de preferência acima do patamar de 5% ao ano.

Para atingir tal patamar, o governo deverá seguir investindo recursos vultosos para estimular o crescimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, meio ambiente e segurança. Além disso, será necessário continuar criando condições para estimular os investimentos privados, aqueles que de fato empurram a economia para a frente.

 

*Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil