Médicos alertam para os riscos de se fazer plástica antes da hora

O cirur gião plástico Iv o Pi - tanguy , r eferência m udial no assunto , alerta par a a necessi - dade de esper ar que a pessoa esteja com o cor po totalmente desen v olvido antes de sofr er qualquer inter v enção , e que é importante o jo v em estar pr epar ado psicolo gicamen - te par a a m udança. – O risco com os adolescentes está no f ato de eles não ter em ainda uma opinião f ormada – a visa Pitanguy . – O ideal é es - per ar até que a pessoa tenha maturidade antes de f az er uma cirur gia como colocar silicone. Não encor ajo que nenhuma ci - rur gia seja feita por questões de moda ou tendências estéti - cas nos adolescentes. Segundo o pr esidente da SBPC, Se bastião Guerr a, as plásticas mais pr ocur adas por jo v ens hoje são par a corrigir or elhas de a bano , ginecomas- tia (desen v olvimento das glândulas mamárias em ho- mens) e r edução de mamas nas meninas. Depois destes, vêm pequenas lipoaspir a- ções, cirur gias de nariz e im- plantes de silicone. – As questões que difer em entr e necessidade e v aidade são m uito indi viduais – r essalta Se bastião . – É pr eciso ter cons - ciência da r eal necessidade do paciente e dos riscos iner entes aos pr ocedimentos cirúr gicos. Se bastião acr escenta que a cirur gia plástica só de v e ser feita em pessoas com estado clínico saudáv el, o que indi - ca que a estrutur a emocio - nal do paciente também de - v e ser uma pr eocupação do cirur gião plástico . A consultor a de imagem e psicólo ga da Uni v er sidade F eder al do Estado de São P a u- lo Mar a Pusc h lembr a que a adolescência é um período em que o cor po e a mente m u - dam, mas esse pr ocesso obe- dece a cr onolo gias distintas. Quando o cor po começa a m udar , a pessoa não é ma - dur a o suficiente e ainda não tem uma imagem bem defi - nida de si mesma. – Uma menina que está em f ase de m udança ainda não tem uma visão completa de si, por que seu cor po não amadu- r eceu o suficiente – e xplica a psicólo ga. – Não adianta ela quer er m udar por f o r a um pr o- blema que v em de dentr o , que é a autoestima. Se essa meni- na não se aceita, ela pode ficar com o cor po mais lindo do m undo que, mesmo assim, não v ai ser capaz de se r e - conhecer e v ai sempr e en - contr ar algum pr oblema. Mar a alerta par a o f ato de que a f acilidade de acesso a uma cirur gia plástica pode também contribuir par a a lei do menor esf orço . – A adolescente não quer a brir mão de comer doces e to - mar r efriger antes par a f az er uma dieta balanceada – ar gu - menta. – Os cirur giões plásti - cos de v eriam também cons - cientizar o jo v em e os pais par a que o adolescente tente atingir o objeti v o de outr as f ormas. Pitanguy concor da: – O ideal é que as pessoas busquem sempr e m udar o cor- po atr a vés dos meios tr adicio- nais, f a z endo uma r eeduca- ção alimentar e ginástica.

PERFEIÇÃO

– Para especialistas, a fácil acessibilidade às cir ur gias plásticas em adolescentes estimula a conhecida ‘lei do menor esforço’