A parcialidade do horario de verão

CORPO HUMANO

A parcialidade

Pesquisadora explica por que a mudança afeta mais umas pessoas do que outras

O horário de v erão começou no fim de semana, adiantando os r e - lógios em uma hor a. Se par a a l- gumas pessoas isso significa uma hor a a mais de dia clar o , par a outr as é sinônimo de sonolência e mau humor . Isso ocorr e por - que a m udança não ajusta so - mente os r elógios que temos à nossa v olta, mas alter a também o nosso r elógio biológico . P esquisador a do La bor atório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Os w aldo Cruz, Lúcia Ro - tenber g e xplica que o cor po apr e - senta di v er sos ritmos biológicos, fe - nômenos que se e xpr essam de ma - neir a periódica, indo desde a se - cr eção de um hormônio até um com - portamento – como o sono e a vi - gília. Estes ritmos são contr olados por uma estrutur a do sistema ner - v oso (o núcleo supr aquiasmático) localizada no hipotálamo anterior , r egião do cér e br o que atua como centr o integ r ador das ati vidades dos ór gãos. Essa estrutur a é de - nominada de “r elógio biológico”, já que é r esponsáv el pela temporiza - ção das funções biológicas. Car acterísticas her- dadas geneticamente e inf ormações cíclicas do ambiente interfer em no nosso r elógio bioló- gico . Em condições nor- mais, ele está adapta - do ao ambiente e xter - no . No entanto , quan - do o ambiente se mo - difica – como no horá - rio de v erão –, o or ga - nismo também pr ecisa se ajustar . É o mesmo fenô - meno que ocorr e quando cruzamos fusos horários. – Os horários que r egulam nossas vidas, como parte do ambiente social onde estamos inseridos, sem dúvida interfe - r em no nosso r elógio biológico – sintetiza Lúcia. Mas, se todos têm r elógios e ritmos biológicos funcionando de f orma semelhante (somos uma es- pécie diurna), por que a m udança par a o horário de v erão afeta bas- tante algumas pessoas; e ou - tr as, não tanto? A cr onobiolo - gia é que dá esta r esposta. – A f orma como cada pessoa vi v encia as alter ações de horário depende da car acterística gené- tica de cada um, pois há cr ono- tipos difer entes – e xplica a pes- quisador a. – Algumas pessoas são do tipo com maior pr edisposição genética par a r ealizar suas tar e- f as bem cedo . Essas pessoas têm o r elógio biológico adiantado e, por isso , tendem a dormir cedo e le v antar cedo . Outr as são v espertinas, ou seja, ten- dem a dormir tar de e acor- dam mais tar de. De acor do com a espe- cialista, a tendência ma- tutina ou v espertina tam- bém se e xpr essa em ou- tr os ritmos biológicos, como o ciclo de tempe- r atur a cor por al. – O pico de temper a - tur a do cor po é atingido mais cedo pelos matu- tinos do que pelos v e s- pertinos – destaca. A pesquisador a e x pli- ca que as pessoas matu- tinas costumam sofr er mais com a alter ação do ho- rário . Há indícios de que pessoas que dormem pouco também apr esentariam m aior dificuldade em r elação à adoção do horário de v erão . – Enquanto o or ganismo não se ajusta completamente ao no v o ho - rário , as pessoas se sentem mais irritadas, com sensação de cansaço e sono dur ante o dia – r essalta. – No entanto , este desconf orto fica r es - trito aos primeir os dias, e as maio - r es queixas costumam ir embor a uma semana depois da intr odução do no v o horário .

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Da Agência Fiocr uz