Aventura sem limites

-->SUPERAÇÃO-->Por tador es de necessidades especiais r ompem bar r eiras nos mais variados espor tes-->Rober ta Hoer tel-->“Sem sa ber que er a impossív el, f oi lá e fez”. A fr ase do poeta fr ancês J ean Cocteau par ece ser o lema de vida de Flávio Barr eto . O técnico judiciário de 39 anos mor a em São P edr o da Aldeia e, sempr e que po - de, pr atica esportes r adicais. O que difer encia Flávio de outr os a v en - tur eir os é que, aos 21 anos, f oi ba - leado e ficou par aplégico . P ar a substituir a fisioter apia, o cadei - r ante começou a nadar no par que aquático do Mar acanã, até que per - ce beu que poderia mais. – Normalmente, e xiste uma pr oteção ao deficiente, m u itas v e - z es imposta até pela própria f a - mília – obser v a Flávio . – E sempr e houv e m uita cautela nesses es- portes, ainda mais com deficien- tes. Até que apar ece alguém e diz: “P or que não”? F o i acr editando nisso que Flá- vio começou a se a v entur ar no m undo dos esportes r adicais. Quando viu que o sonho poderia se tornar r ealidade, r esolv eu f a - z er algo também por todos os de- ficientes da r egião , que, m uitas v ez es, não saem de casa apenas por f alta de oportunidade. Ao lado de outr os dois defi - cientes portador es de necessi - dades especiais, Flávio criou a Associação Br asileir a de Estu - dos e Necessidades Especiais, que r ealiza periodicamente en - contr os par a a prática de es - portes r adicais. Muitas pessoas já passar am pela associação , que r ece beu o título de Or ga - nização da Sociedade Ci vil de Inter esse Público e tem cer ca de 12 modalidades esporti v as. – Quase não se vê deficiente na rua – conta Flávio . – Não é por que eles não e xistam, é por que não saem. É importante não se pri v ar e sair par a a vida. Sempr e cito o e xemplo de uma lanc honete perto da minha casa. A primeir a v ez que fui, pr ecisei de ajuda par a entr ar , pois tinha um deg r au lo go na en - tr ada. Na segunda v ez, também pr ecisei de ajuda e alguém comen - tou: “Não tem uma r ampinha, né?” Na ter ceir a v ez, o ger ente esta v a na porta e, de longe, apontou par a a r ampa diz endo: “Pr onto! Agor a tem uma r ampinha par a v ocê subir sozinho”. Isso mostr a que pr eci - samos estar na rua par a e xpor as deficiências do m undo . De acor do com a m odalidade es - porti v a que o deficiente queir a pr a - ticar , é necessário o u so de algum equipamento especial, como cadei - r as e pr anc has. Mas o m ais impor - tante é a pr esença de um pr ofis - sional acompanhando a ati vidade. Outr a pr ecaução é a análise do pa - ciente por uma equipe especiali - zada. Se f or impedido de pr aticar determinado esporte, ele pode bus - car outr o com que se identifique. Edna Macedo , coor denador a de esportes da Associação de As- sistência à Criança Deficiente, e xplica que não há limites par a uma pessoa com deficiência. Com e xceção dos casos pós-oper atórios e de infecções – quando há uma r estrição médica –, eles podem par - ticipar de qualquer ati vidade, des - de que acompanhados por um pr o - fissional especializado . – T r a balho há 26 anos com por - tador es de deficiência e n unca sou - be de nenhum caso de pr ejuíz o ao paciente com a prática de qualquer tipo de esporte – r essalta a coor - denador a. – É linda a tr ansf orma - ção que ocorr e após a entr ada do esporte na vida dessas pessoas. Elas se sentem segur as, ganham moti - v ação par a contin uar seus tr ata - mentos e acr editam na vida. Lívia Maria é uma das fr equen- tador as da Associação Br asileir a de Estudos e Necessidades Es- peciais, em Ca bo F rio . E la não tem os mo vimentos dos membr os inferior es desde que n asceu. Aos 33 anos, participa dos encontr os da instituição há 10 e d iz ter sido um mar co na sua vida: – O esporte f az bem à saúde, e é ainda mais importante par a o ca - deir ante que está sempr e par ado . Não sinto nenhum tipo de descon - f orto e per ce bo que minha r esis - tência só aumenta. Quando mer - gulho , f aço mo vimentos que não estou acostumada. O m aior pr az er que tenho é ter a liber dade de r ea - lizar mo vimentos no v os par a o meu cor po . No esporte posso f az er tudo que não f aço normalmente.-->FLÁVIO BARRETO -->– Na prancha ou no parapente, o cadeirante mostr ou que a força de vontade não conhece bar r eirasFlávio Bar r eto / Ar quivo pessoal-->sem