Noite do rock pesado reúne pais que participaram de edições anteriores do RIR e seus filhos 

A máxima do 'Não basta ser pai, tem que participar' não se aplica às dezenas de pais que vieram à terceira noite do Rock in Rio acompanhando seus filhos. Isso porque não foi nenhum sacrifício para os fãs do rock pesado reviver as emoções das três primeiras edições do festival, realizadas no Brasil. Desta vez, a companhia não foram os amigos metaleiros da mesma idade, mas sim, seus filhos. 

"Em 1985, era muito mato e lama por todos os lados, mas foi divertido. O Freddie Mercury arrepiou geral. Se o ex-Queen ainda fosse vivo, faria questão que o meu filho fosse a um show dele. Na falta de Freddie, trouxe o meu pequeno para reverenciar o Metallica. Nós dois curtimos muito a banda e a noite promete", disse o triatleta Alexandre Ribeiro, 46 anos, ansioso pela apresentação da banda norte-americana de heavy metal.

Passados 20 anos do festival que marcou sua vida, o catarinense Valter Henrique decidiu arrastar sua filha de 16 anos, rockeira de carteirinha, para a edição que marca a volta do festival para casa. Ele trouxe também sua mulher e relembrou a dificuldade de convencer seus pais de que estaria num grande festival de música quando ainda tinha 17 anos, em 1991.

"Foi muito difícil conseguir driblar meus pais. Ninguém queria que eu viesse. Diziam que era muito novo: tinha apenas 17 anos. Hoje encaro com a maior naturalidade um pedido da minha filha para vir curtir o som do metal. Sei o que a gente sente quando a guitarra começa a incendiar. Melhor que estar aqui é estar aqui com a minha família, que curte junto comigo", 

Ansiosa pelo Slipknot, Isabela Vendrami comemora o gosto musical bem parecido com o de seu pai. "Ainda bem que meu pai topou me trazer. Não me imaginava fora da festa"

Com apenas 12 anos, o estudante Pedro Follador ergue os braços e grita ao som do Sepultura. Com uma faixa na cabeça a a camisa preta do Metallica, a criança ouve seu pai contar as histórias de 2001, quando o festival foi no Maracanã.

"Na época eu morava em Curitiba e o Rock in Rio não foi tão organizado quanto este. O Maracanã tremia, as pessoas gritavam. Principalmente durante a apresentação dos  Guns N' Roses. Foi lindo. O cenário desta edição e o espaço estão bem agradáveis, apesar de bem diferentes de 2001", relembrou Alfeu Folador, 43 anos, morador de Copacabana.