Cabral pede a Gilmar Mendes prisão domiciliar ou em sala de Estado Maior

Nesta quarta-feira (8), os advogados do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) pediram ao ministro Gilmar Mendes, que é o relator dos casos da Lava Jato do Rio no Supremo Tribunal Federal (STF), a sua liberdade, prisão domiciliar ou transferência para uma sala de Estado Maior.

A defesa usou como argumento o benefício concedido a Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio, preso junto com o ex-governador, e que Gilmar Mendes mandou soltar em maio deste ano.

Os advogados também citaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, que não estão detidos em celas comuns.

"Rogando o deferimento, reforça-se o pedido de concessão liminar do pedido para que o requerente/paciente seja contemplado com a extensão da ordem já concedida ao corréu Hudson Braga, em quaisquer das três dimensões postuladas: liberdade, prisão domiciliar ou determinação de transferência do ex-governador a uma sala de Estado Maior", disse a defesa na solicitação.

Cabral está preso desde novembro de 2016, acusado de chefiar uma organização criminosa. O ex-governador responde a mais de 20 processos da Lava Jato, e já teve seis condenações em primeira instância.

Contra o ex-governador há três ordens de prisão, sendo uma do juiz federal Sérgio Moro e duas do juiz federal Marcelo Bretas. Somadas, as penas chegam a 100 anos e oito meses de prisão. Cabral também pede que os decretos de Bretas sejam revogados.