Cariocas torceram até o fim pela seleção brasileira

A derrota para a Bélgica mexeu com os nervos dos torcedores que lotaram as arenas montadas no Rio, esperando uma vitória brasileira até o último minuto de jogo. A Praça Mauá, o Alzirão e o Parque Madureira foram os principais pontos de concentração, reunindo milhares de pessoas diante de telões desde o início da tarde. Já os torcedores belgas, infinitamente em menor número, foram os únicos que puderam comemorar, reunidos em um hotel no centro. 

“O Brasil jogou mais ou menos. Não deu. A verdade é esta. Eu não tenho palavras. Estou chateado. Desculpa aí”, lamentou o pintor Ubirajara da Conceição ao final da partida, no Parque Madureira. Outros revelaram que já não estavam acreditando na vitória da seleção, mesmo antes de o jogo começar. “Para dizer a verdade, eu não estava com muita fé na seleção brasileira. Eu sou brasileiro, a gente torce, mas não estava acreditando, não. A seleção deixou a desejar na última Copa e, agora, nesta. O Neymar enrola muito”, disse Carlos dos Santos, que trabalha como vendedor. 

A tristeza deles, contrastava com a esperança do jovem Henrique Coelho Teles, de 13 anos, estudante da 7ª série do ensino fundamental. Apesar de estar triste com o resultado, ele mantém a fé na seleção para a próxima Copa, no Catar, daqui a quatro anos. “Eu nunca vi o Brasil ser campeão. Achei que ia ser este ano, mas estamos aí. Em 2022, ele vai ser, se Deus quiser”, disse Henrique, que não gostou da atuação de Neymar. “Ele não atuou nada. Devia ter parado de cair e fazer um gol”, acrescentou. 

O Cardeal Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, encaminhou ao JORNAL DO BRASIL uma foto do Cristo Redentor vestido de verde amarelo, acompanhada de uma mensagem de conforto aos cariocas: “A imagem do Cristo Redentor iluminada fortalece nosso sentimento de amor a Deus e à Pátria. Somos um povo resiliente, que continuará sua missão por um país mais ético e, por isso, sempre vencedor”