Museu Nacional e BNDES assinam contrato para investimento de R$ 21 milhões

A direção do Museu Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, ontem, um contrato que prevê investimento de R$ 21,7 milhões para o plano de revitalização do prédio histórico, seu acervo e espaços de exposição. Os recursos são um apoio não reembolsável do BNDES à instituição e serão aplicados na recuperação física do imóvel, acervos, espaços expositivos e na revitalização do entorno do museu. 

O objetivo é garantir mais segurança às coleções e reforçar o trabalho dos pesquisadores para aumentar a demanda de público, além de promover políticas educacionais vinculadas aos acervos. Neste ano, o museu completa 200 anos de existência. “Vai nos proporcionar reformar áreas históricas desse palácio para fazer com que ele receba o público em grande estilo”, destacou o diretor do museu, Alexander Kellner. Entre as áreas que serão priorizadas para reforma estão a sala do trono e a sala do imperador, que necessita de um reparo no telhado. Nos últimos anos, o museu enfrentou dificuldades com a falta de investimentos e chegou a ficar fechado em determinados períodos. Para o diretor, no entanto, a expectativa é de melhora a partir do investimento. 

“Eu estou extremamente otimista porque o Museu Nacional está completando dois séculos de existência e isso não é algo trivial para um país tão jovem como o nosso. A gente precisa mostrar isso para a população”, defendeu Kellner. O valor previsto no contrato assinado hoje corresponde à terceira fase do plano de recuperação do museu, que tem um total de R$ 28,5 milhões. Mais R$ 24 foram milhões investidos nas fases anteriores. Os recursos serão usados também para o fortalecimento da gestão da instituição, com ações de aprimoramento e esforços para a constituição de um fundo patrimonial