Com menos população nas ruas, Rio tem segunda-feira com cara de feriado

Diante do cancelamento do expediente em escolas municipais, universidades públicas e particulares, a cidade amanheceu com suas ruas vazias, neste oitavo dia da greve dos caminhoneiros. Tradicionalmente congestionada nas manhãs de segunda-feira, a Avenida Presidente Vargas teve bom fluxo pela manhã, sobretudo no trecho em frente à Central do Brasil. Ali, o terminal rodoviário Américo Fontenelle, também apresentou menos movimento do que de costume.  

Diferentemente do que viu na última sexta-feira (25), a situação dos transportes foi um pouco melhor nesta segunda (28). Isso porque, entre os ônibus que circulam na Região Metropolitana, 40% da frota está nas ruas e há uma menor procura da população. As linhas de BRT foram as mais problemáticas, circularam só com 35% da frota. Na Baixada Fluminense, a população também encontrou dificuldades. Por lá, o percentual de veículos para atender a população foi de apenas 20%. Por isso, passageiros encontraram dificuldade de conseguir ônibus em algumas linhas. 

Foi o caso da doméstica Ana Paula Agostinho de Melo, de 41 anos. Moradora de Magé, ela não conseguiu embarcar para o bairro de Itaipu, em Niterói, às 4h30 da manhã, como de costume. Só conseguiu sair da cidade, de trem, às 8h. 

"O ônibus que faz a linha Magé-Central simplesmente sumiu da rua. Optei pelo trem, mas tive que fazer três baldeações até chegar na Central, que é só a primeira parte do meu trajeto. Não temos o que fazer, só aguardar o fim da greve", afirmou.