Evento em memória de Guido Schäffer atrai amigos e fiéis do surfista que pode virar santo

Os nove anos da morte de Guido Vidal França Schäffer foram lembrados, na manhã de ontem, no Posto 11 da Praia do Recreio dos Bandeirantes, em mais uma edição do “D.I.A. na Praia”, evento em homenagem ao médico, seminarista e surfista volta-redondense, morto em 1º de maio de 2009, aos 34 anos, as vésperas de se tornar padre, e que pode ser beatificado e canonizado pelo Vaticano. 

A sigla que dá nome à festa vem da expressão em latim duc in altum, que significa “buscando águas profundas”. Guido era apaixonado pelo surfe e morreu quando praticava o esporte com amigos, caiu numa onda, sofreu uma pancada na nuca, desmaiou e acabou se afogando. Seus companheiros disseram à época que Guido havia externado o desejo de morrer no mar, onde dizia sentir a presença de Deus na natureza. 

O tributo começou com a já tradicional bênção das pranchas, que esta ano também incluiu nas preces uma bênção especial para os trabalhadores, comemorando o dia de São José Operário. 

 Houve também uma rodada para os fiéis que quiseram se confessar com os padres que participaram da celebração. O evento se encerrou com a também tradicional roda de oração no mar, com os surfistas formando um círculo, e uma sessão de surfe comemorativo.

Processo de beatificação 

Guido era muito religioso e fundou diversos grupos de oração. Como médico, prestava serviços à população desassistida atendida pelo grupo das Irmãs Missionárias da Caridade e, após a leitura do livro “O irmão de Assis”, decidiu seguir o Sacerdócio. Sua fama de santidade se espalhou após sua morte e, em janeiro de 2015, a Arquidiocese do Rio de Janeiro abriu seu processo de beatificação. Encerrada a etapa diocesana, o arcebispo encaminhou, em outubro de 2017, a documentação ao Vaticano, que agora analisa o caso.