Vigilância Sanitária alerta para riscos em ceia de Natal

Termina nesta sexta (22) as inspeções de Natal da Vigilância Sanitária. Desde o dia 5 de dezembro, técnicos estavam nas ruas do município do Rio de Janeiro fiscalizando os estabelecimentos que produzem ou distribuem alimentos para a ceia de Natal, como supermercados, mercados, mercearias, padarias, restaurantes e churrascarias. A prioridade foi dada para denúncias encaminhadas à central de atendimento 1746.

Foram fiscalizados mais de 60 estabelecimentos, aplicadas 25 multas, com interdição de quatro locais, a grande maioria por falta de higiene, o que potencializa a contaminação dos alimentos que os cariocas compram para servir na hora da ceia.

Além do risco oferecido pelos locais de comercialização, a Vigilância Sanitária também identificou riscos nos alimentos. Amostras de bacalhau, de frutas secas, vinho, queijo, aves temperadas, azeite de oliva, presunto, lombo e salame foram coletadas pela equipe do laboratório de Saúde Pública do órgão, que identificou 25 alimentos fora dos padrões sanitários.

O risco maior está nas frutas secas, em que foi constatada a presença de fungos filamentosos, não característicos ao produto. Estes microorganismos são conhecidos por produzirem micotoxinas, o que representa um grave problema de saúde pública, já que podem apresentar potencial cancerígeno e alteração nos órgãos reprodutivos e cerebrais. Além das frutas secas, outro problema grave foi encontrado numa amostra de bacalhau, que apresentou larva do verme anisaquídeos. O risco ocorre porque o homem pode ser um hospedeiro acidental ao consumir o pescado e a presença da larva pode evoluir para uma infecção do tubo digestivo ou intestinal.

Os alimentos que são alvo da fiscalização são frutas secas e in natura, bacalhau, pescados, peru, chester, frango, panetone, fios de ovos, bolos, tortas, chocolate, vinhos e cestas natalinas. Durante toda a operação, foram inutilizados 47,969 quilos desses alimentos, que estavam impróprios para consumo.

Durante a fiscalização, verifica-se qualidade, a identificação de fornecedores e como é feito o recebimento do produto, armazenamento, fracionamento e exposição à venda. No caso do pescado salgado e seco, como o bacalhau, é muito importante verificar a aparência do produto, se possui pontos negros ou manchas avermelhadas, o que indica crescimento de micoorganismos, além de verificar se estão úmidos, o que indica que ficaram armazenados inadequadamente.

Nos produtos congelados, são verificados sinais de descongelamento,  integridade da embalagem, validade e, no caso de produto de origem animal, se possui registro junto a um órgão da agricultura. Nos estabelecimentos que fornecem cestas natalinas, a inspeção avalia o preparo, transporte, distribuição e como é feito o controle e registro de tempo e temperatura.

Com esses resultados, a Vigilância Sanitária alerta o consumidor a observar sempre as condições de higiene do estabelecimento e dos manipuladores de alimentos, se os produtos possuem procedência, se possuem validade adequada, a integridade da embalagem, se estão expostos sob temperatura adequada de acordo com sua característica: resfriado, congelado ou seco.

A população também pode contribuir com a fiscalização, denunciando produtos impróprios por meio da central de atendimento 1746. Todas as demandas serão encaminhadas aos técnicos da Vigilância Sanitária, que comparecerão aos estabelecimentos denunciados, para avaliarem as condições e, caso necessário, aplicarem as penalidades previstas em lei.