“Esperamos uma solução do governo antes do carnaval”, afirma sindicato sobre greve da Polícia Civil

Em greve há mais de um mês, a corporação reivindica pagamentos atrasados

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol), comissário Fernando Bandeira, afirmou que espera uma resposta com relação às reivindicações da Polícia Civil ainda antes do carnaval, apesar de ainda não ter havido conversas com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. A categoria está em greve há mais de um mês.

Os policiais civis realizaram um protesto nesta quinta-feira (15) no Aeroporto Internacional do Galeão, alertando aos turistas que chegam ao Rio de Janeiro sobre a situação que se encontra a segurança do estado.

Na terça-feira, em outra manifestação, perto da Praça da Candelária, um dos representantes da polícia disse ao microfone: "Se Pezão está pensando que vai ter carnaval, não vai ter carnaval não!"

Contudo, o comissário da polícia afirmou que o movimento não quer causar prejuízo à cidade no carnaval. "Vamos tentar avaliar qual vai ser nossa decisão sobre o assunto em assembleia nessa sexta-feira. Esperamos uma solução do governo até meados da semana que vem, antes do carnaval”, afirmou.

As exigências do movimento grevista são a regularização do pagamento do 13º salário, premiação por metas desde dezembro de 2015 e o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS), atrasado desde agosto de 2016.

Mesmo com a greve, as delegacias da polícia civil estão funcionando, com contingente reduzido. Segundo o presidente do Sinpol, apenas os “crimes mais graves” estão sendo registrados, como homicídios ou roubos de veículos, mas as investigações estão suspensas. “Se fizermos uma greve com mais de 70% dos policiais, as delegacias fechariam”, explicou.

Porém, de acordo com ele, mesmo com o efetivo normal o trabalho da polícia é prejudicado há anos pela falta de pessoal. “Temos 10 mil policiais no Rio. É um efetivo pequeno, que trabalha em condições precárias. Dessa forma não conseguimos fazer investigações. Para o juiz fazer uma condenação a investigação é necessária."

Ele também falou de outras reivindicações da categoria. "Aumento do efetivo é uma antiga luta da classe.” Bandeira complementou com a informação de que 20% dos policiais já passaram da idade de se aposentar, mas não podem.

* do projeto de estágio do JB