Polícia prende torcedores do Corinthians suspeitos de ameaçar juíza

Membros de organizada haviam sido presos após briga no Rio

Policiais cumprem nesta terça-feira (8) dez mandados de prisão contra membros de uma torcida organizada do Corinthians, que teriam ameaçado uma juíza que responsável pela prisão de 31 torcedores envolvidos em briga durante partida entre o time alvinegro contra o Flamengo, no estádio do Maracanã, no dia 23 de outubro. A ação foi um trabalho conjunto entre as polícias de São Paulo e Rio de Janeiro.

Ao menos cinco torcedores foram detidos durante a manhã e encaminhados à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. A operação foi realizada pela Delegacia de Crimes de Informática do Rio em parceria com a polícia de São Paulo. Além dos dez mandados de prisão temporária, são cumpridos outros 21 de busca e apreensão. Os detidos serão então encaminhados ao Rio, onde devem responder por associação criminosa e coação no curso de processo, entre outros crimes.

As ameaças à juíza Marcela Assad Caram, que determinou a prisão de 31 corintianos, foi denunciada dias após a confusão em Flamengo x Corinthians pela Amaerj (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro). Em nota de repúdio, a entidade disse que Marcela recebeu "virulentas agressões verbais e ameaças pelas redes sociais".

Dentre os suspeitos que tiveram a prisão decretada, quatro possuem passagens na polícia por crimes relacionados à intolerância desportiva. Um deles, inclusive, já tinha sido preso por participação na morte do adolescente Kevin Espada, atingido por um sinalizador em 2013, na cidade de Oruro, na Bolívia.

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