FIA forma 230 adolescentes para o mercado de trabalho no Rio

Participantes são encaminhados para estágio em empresas parceiras

O Programa de Trabalho Protegido para Adolescente (PTPA), da Fundação para a Infância e a Adolescência (FIA), vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, formou 230 jovens. A cerimônia aconteceu ontem, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio. Os estudantes das unidades da FIA da Cidade de Deus, Santa Cruz, Nova Iguaçu, Ipanema e Maracanã fizeram o curso, que prepara para o mercado de trabalho, no primeiro semestre deste ano.

"A minha vida é um exemplo de como cada um pode sonhar. Tive uma infância de muita dificuldade. Vendi doces no sinal de trânsito, morei nas ruas e em instituições, e foi graças a uma oportunidade, aos 17 anos, que fui levado à escola e ao emprego", disse o secretário de Assistência Social e Direitos humanos, Paulo Melo.

Durante três meses, com aulas de segunda a sexta-feira, os jovens tiveram reforço escolar, noções de administração, ética e cidadania como preparação para o mercado de trabalho. Depois de formados, os participantes são encaminhados para estágios em empresas parceiras, privadas e governamentais. Assim, o adolescente que concluiu o PTPA tem um estágio garantido até os 18 anos, podendo ser efetivado pela empresa contratante. Caso de Willian Salvador, que estudou na unidade de Nova Iguaçu. Depois de um estágio de pouco mais de dois anos na Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), após ter se formado na turma do segundo semestre de agosto de 2013, William foi efetivado no cargo e hoje trabalha na área de Informática.

"Comecei no setor Administrativo, fui para o Jurídico, passei pela Diretoria Administrativa e de lá para a Diretoria de Operações e, finalmente, para a Informática, onde estou até hoje. O estágio da FIA é uma grande oportunidade de começar no mercado de trabalho", contou o jovem, que faz faculdade de Análise de Desenvolvimento de Sistemas.

Inspiração

Para Davi Silva, de 16 anos, que estudou na unidade Cidade de Deus e participou da formatura, o exemplo de Willian foi inspirador.

"Ele conseguiu a meta dele e agora sou eu que vou correr atrás e continuar os estudos. O Willian é um exemplo de que é preciso começar de baixo para chegar no topo", afirmou Davi.

 Renata Ignarra, presidente da Fundação para a Infância e a Adolescência, dividiu com os pais e os adolescentes a alegria da formatura.

"Tenho certeza de que essa geração vai transformar o mundo e as próprias vidas e de suas famílias a partir do trabalho, que é a possibilidade de estarmos na sociedade, representando, executando e realizando" explicou Renata.