Com ação da PF, manifestantes deixam Ministério da Cultura no Rio

Policiais federais cumpriram hoje (25) mandado de reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema, solicitado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e concedido pela Justiça Federal. A retirada dos manifestantes (servidores do Ministério da Cultura e artistas), que estavam há mais de dois meses ocupando o edifício, no centro do Rio de Janeiro, começou por volta das 6h.

Segundo os manifestantes, eles ainda estavam dormindo quando os policiais chegaram. Depois da reintegração de posse, cerca de 50 pessoas que ocupavam o prédio se mantiveram - em protesto contra a desocupação - no entorno do edifício, que funciona como sede regional dos ministérios da Educação e da Cultura. Os manifestantes protestam contra o governo interino de Michel Temer, que consideram ilegítimo. 

A liberação do Palácio Capanema ocorre depois de  70 dias de ocupação. Inicialmente tendo como justificativa a extinção do Ministério da Cultura - e com o apoio de movimentos estudantis, coletivos sociais, parlamentares e artistas, como Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Seu Jorge, que chegaram a participar de show - o movimento também se posicionou contra o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Mesmo após o anúncio do governo federal de recriação do Ministério da Cultura, o prédio continuou ocupado. No local, eram realizadas diversas formas de manifestações artísticas: palestras, cursos e apresentação artísticas das mais variadas.

“A desocupação foi ilegal, antidemocrática e fere a Constituição. O pilotis do Gustavo Capanema é um espaço público”, disse o advogado Rodrigo Mondego, que representa os manifestantes do chamado Ocupa Minc.

Nenhum representante da Polícia Federal comentou a ação de reintegração de posse.

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