Polícia Civil prende seis pessoas envolvidas em clonagem de cartões de turistas no RJ 

Três taxistas e outras três pessoas foram presos, na manhã desta quinta-feira (17) no Rio de Janeiro, durante a operação Bandeira 3, desencadeada por policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT). A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca de apreensão, expedidos pela Justiça, contra envolvidos em clonagem de cartões de turistas.  As investigações tiveram início em maio de 2015, quando os integrantes da quadrilha praticaram os crimes contra uma turista espanhola e uma argentina.

De acordo com o delegado titular da especializada, Alexandre Braga, os taxistas Antonio Orlando Martins Vidal, Diego Bandeira de Almeida e Raphael dos Santos, responsáveis por obter os dados dos turistas estrangeiros nas imediações do Pão de Açúcar, Marcelo Lopes dos Santos, que remunerava os taxistas para obter dados dos cartões clonados e fazia compras fraudulentas no exterior; Sergio Ricardo Rodrigues Carvalho, apontado como fornecedor das máquinas para captação dos dados dos estrangeiros – conhecidas como “chupa-cabras”, e Geraldo Santos de Oliveira, que fabricava os cartões com os dados obtidos pelos demais membros do grupo.

Os criminosos costumavam praticar seus golpes nas imediações do Pão de Açúcar, onde pegavam seus passageiros. Ao chegarem ao destino desejado, os taxistas alegavam falta de troco ou outro pretexto qualquer para convencer as vítimas a pagar pela corrida com cartões de crédito ou bancários.

Segundo as investigações, os taxistas usavam os dispositivos popularmente conhecidos como “chupa-cabras”, previamente adquiridos de um dos membros da quadrilha, para captar os dados dos cartões de crédito dos turistas estrangeiros e os repassavam, mediante remuneração, aos demais integrantes do grupo, que fabricavam os cartões e faziam as compras no exterior. O comprador, que tinha status de residente permanente nos EUA, retornava ao Brasil e vendia as mercadorias adquiridas fraudulentamente, tais como aparelhos de telefonia celular, tablets, relógios, computadores e roupas (bens de alto valor agregado e fáceis de transportar) a terceiros no Brasil.

Nas residências dos investigados foi apreendido material que servirá como prova dos crimes praticados pelo grupo. A operação teve apoio de agentes das Delegacias de Roubos e Furtos (DRF), de Roubos e Furtos a Automóveis (DRFA) e de Combate às Drogas (DCOD).